Trump condiciona reabertura de Ormuz a acordo com Irã e alerta para retomada de bombardeios
EUA aguardam resposta de Teerã em 48 horas, enquanto China pede cessar-fogo e blecaute de internet no país persa chega ao 68º dia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que o Estreito de Ormuz será reaberto para todo o tráfego marítimo caso o Irã aceite a proposta de acordo atualmente na mesa. No entanto, o mandatário alertou que, se as negociações falharem, os bombardeios americanos serão retomados com intensidade ainda maior. De acordo com o site Axios, que cita autoridades de Washington, os EUA aguardam uma resposta de Teerã nas próximas 48 horas sobre os pontos-chave do acordo para encerrar a guerra. Apesar dos fortes indícios de que as partes estariam próximas de um acerto, Trump ressaltou, segundo o jornal New York Post, que ainda é cedo para discutir uma cerimônia de assinatura de paz.
Do lado iraniano, a marinha da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que a passagem segura e estável pelo Estreito de Ormuz será garantida após o que descreveu como a neutralização das "ameaças agressoras" e a introdução de novos protocolos marítimos na região. Enquanto as discussões avançam, a situação interna do país persa segue sob forte restrição: de acordo com o monitor global NetBlocks, o blecaute de internet no Irã entrou em seu 68º dia nesta quarta-feira, acumulando mais de 1.608 horas de desconexão.
No âmbito diplomático internacional, a China se posicionou de forma contundente pedindo uma resolução rápida para o conflito. Após um encontro entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o principal diplomata chinês, Wang Yi, em Pequim, o governo chinês declarou que uma cessação completa das hostilidades é de "extrema urgência" e que a continuidade das negociações permanece sendo de "suma importância" para a estabilidade global.
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