Corteva registra alta de 11% nas vendas globais no 1º trimestre de 2026 com forte impulso da América Latina
Receita na região latino-americana saltou 14%, puxada por avanço expressivo de 21% no segmento de Sementes; empresa avança em plano de separação
A Corteva Agriscience reportou resultados financeiros robustos para o primeiro trimestre de 2026, encerrado em 31 de março, com vendas líquidas globais de US$ 4,90 bilhões. O montante representa um aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2025, com as vendas orgânicas avançando 7%. O lucro operacional (EBITDA) alcançou US$ 1,44 bilhão, um salto de 21% na comparação anual. Segundo o CEO Chuck Magro, o desempenho reflete um sólido início de temporada no Hemisfério Norte, gestão disciplinada de custos e demanda contínua por tecnologias avançadas.
Destaque operacional na América Latina
O mercado latino-americano foi um dos principais motores de crescimento da companhia no período. As vendas líquidas totais na América Latina alcançaram US$ 506 milhões, um crescimento expressivo de 14% em relação aos US$ 442 milhões registrados no primeiro trimestre do ano anterior. O desempenho regional foi sustentado pelas duas principais divisões da empresa: Sementes: O segmento teve um salto expressivo de 21% na região, faturando US$ 224 milhões (frente a US$ 185 milhões em 2025), com um crescimento orgânico de 8%. Proteção de Cultivos: A divisão arrecadou US$ 282 milhões na América Latina, registrando uma alta de 10%. Apesar do avanço em volume e do forte impacto cambial positivo provocado pelo Real brasileiro , a empresa observou que a divisão de Proteção de Cultivos enfrentou uma queda global de 2% nos preços, reflexo direto das dinâmicas altamente competitivas do mercado latino-americano. Separação corporativa e projeções para 2026
Além dos resultados operacionais, a companhia confirmou que segue dentro do cronograma para concluir sua separação estratégica em duas empresas no quarto trimestre de 2026. Durante a divulgação, a Corteva revelou que a futura operação independente, que será focada em genética e sementes avançadas, receberá o nome de "Vylor". Sustentada pelo forte primeiro trimestre, a Corteva reafirmou suas projeções financeiras (guidance) para o ano completo de 2026. A companhia espera que o EBITDA operacional fique na faixa de US$ 4,0 bilhões a US$ 4,2 bilhões. A empresa também planeja recomprar aproximadamente US$ 500 milhões em ações ao longo do primeiro semestre de 2026.
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