Porta-aviões francês Charles de Gaulle avança para o Mar Vermelho de olho no Estreito de Ormuz
Em parceria com o Reino Unido, França prepara futura missão para garantir a liberdade de navegação na região afetada por conflitos
O grupo de ataque do porta-aviões francês Charles de Gaulle está se deslocando para o Mar Vermelho e para o Golfo de Áden, informou o Ministério das Forças Armadas da França. A frota cruzou o Canal de Suez nesta quarta-feira, em um movimento que faz parte dos esforços estratégicos conjuntos entre a França e o Reino Unido. O objetivo é preparar uma futura missão destinada a apoiar e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, assim que as condições na região permitirem.
Em comunicado, o Palácio do Eliseu — escritório do presidente Emmanuel Macron — reforçou a determinação europeia, afirmando que a França e seus parceiros têm a capacidade necessária para tornar o estreito novamente seguro para o tráfego comercial. A via tem sido palco de bloqueios e ataques frequentes em meio ao acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O destacamento do Charles de Gaulle havia sido posicionado inicialmente no Mediterrâneo Oriental, logo após os ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. Com autonomia para permanecer operando no mar por um período de quatro a cinco meses, o grupo de ataque representa um reforço militar e diplomático significativo na tentativa de estabilizar uma das rotas marítimas mais críticas do mundo.
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