Entregas e produção de fertilizantes no Brasil recuam no primeiro bimestre de 2026

Mato Grosso lidera os recebimentos no período; balanço nacional de produção não inclui dados de ureia e cloreto de potássio

Publicado em 6 de maio de 2026 às 19:45
Pedro

Segundo dados da ANDA, as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro registraram queda no início de 2026. Em fevereiro, o volume entregue foi de 3,05 milhões de toneladas, um recuo de 8,6% em comparação ao mesmo mês de 2025 (3,34 milhões de toneladas). No acumulado do primeiro bimestre (janeiro e fevereiro), as entregas somaram 6,92 milhões de toneladas, apresentando uma leve retração de 1,3% ante os 7,01 milhões de toneladas contabilizados no mesmo período do ano anterior.


O estado de Mato Grosso manteve a liderança isolada nos recebimentos, concentrando 27,5% do volume nacional analisado no bimestre, o que equivale a 1,90 milhão de toneladas. Na sequência dos principais destinos do insumo, aparecem Goiás (827 mil toneladas), Paraná (738 mil), São Paulo (702 mil), Minas Gerais (628 mil) e Mato Grosso do Sul (407 mil).


Queda na produção nacional

A produção nacional de fertilizantes intermediários também acompanhou o ritmo de baixa. Em fevereiro de 2026, foram produzidas 434 mil toneladas, uma redução de 14,1%. No acumulado do primeiro bimestre, a fabricação nacional atingiu 931 mil toneladas, o que representa um recuo mais expressivo de 19,2% frente aos 1,15 milhão de toneladas produzidas nos dois primeiros meses de 2025.


O balanço do período, no entanto, possui uma ressalva: os dados relativos à produção de ureia e cloreto de potássio (KCl) não puderam ser incluídos no levantamento, uma vez que as empresas produtoras ainda estão em fase de organização interna para o envio dessas informações.

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