Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no primeiro quadrimestre de 2026; produção nacional de intermediários recua 14,4% em meio a dificuldades na obtenção de dados do setos

Mato Grosso concentra 24,9% do volume entregue, enquanto alta do enxofre e mudanças societárias nas empresas pressionam a fabricação doméstica de fosfatados

Publicado em 3 de julho de 2026 às 17:46
Pedro

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro totalizaram 12,3 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026, crescimento de 1,6% em relação às 12,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Em abril isolado, no entanto, o volume recuou 6%, para 2,54 milhões de toneladas, ante 2,70 milhões no mesmo mês do ano anterior — reflexo dos impactos sobre a próxima Safra de Verão. O crescimento acumulado no quadrimestre foi sustentado pelo bom desempenho de janeiro a março, impulsionado pela Safrinha de milho mais expressiva. Mato Grosso segue como o principal mercado, com 3,06 milhões de toneladas entregues, equivalente a 24,9% do total nacional, seguido por São Paulo (1,39 milhão), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão) e Minas Gerais (1,05 milhão).


No campo da produção nacional, o cenário é de queda. A fabricação de fertilizantes intermediários somou 1,92 milhão de toneladas no quadrimestre, retração de 14,4% em relação às 2,24 milhões de toneladas produzidas no mesmo período de 2025, com abril registrando queda de 9,2% na comparação anual. A principal razão para o recuo é a pressão sobre o enxofre — insumo essencial na produção de fosfatados, segmento no qual o Brasil concentra sua fabricação doméstica —, que vem registrando altas contínuas no mercado internacional. A ANDA ressalta ainda que, apesar dos esforços junto às empresas do setor, mudanças na estrutura societária de algumas companhias e a retomada de produção em determinados ativos impediram a captura completa de toda a produção nacional no primeiro quadrimestre, o que significa que os números divulgados podem subestimar o volume efetivamente produzido no período.


Vídeo: Manoel Luciano Neto

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