Heringer reduz prejuízo operacional no 2º trimestre de 2026 com recuperação de margens e ajuste de mix
Companhia reverte prejuízo bruto e corta perdas de Ebitda para R$ 3,4 milhões, apesar da contração de 54,8% na receita e da menor contribuição cambial.
A Fertilizantes Heringer registrou uma recuperação em sua eficiência operacional no segundo trimestre de 2026, destacando-se pela redução acentuada do prejuízo medido pelo Ebitda, que recuou de R$ 76,3 milhões no 2T25 para R$ 3,4 milhões no 2T26. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o Ebitda totalizou resultado negativo de R$ 7,5 milhões, frente a perdas de R$ 72,8 milhões registradas no mesmo período do ano anterior. O resultado bruto trimestral foi revertido para terreno positivo em R$ 16,7 milhões (ante prejuízo bruto de R$ 19,2 milhões no 2T25), embora o acumulado semestral tenha fechado em R$ 20,4 milhões, abaixo dos R$ 27,2 milhões do primeiro semestre de 2025.
O avanço na rentabilidade unitária ocorreu paralelamente a um enxugamento da estrutura de vendas:
• Receita Líquida: Atingiu R$ 316,5 milhões no 2T26 (queda de 54,8% na base anual) e R$ 841,8 milhões no primeiro semestre (-47,6%).
• Volume Comercializado: Somou 103 mil toneladas entregues no trimestre, retração de 62,4% ante as 274 mil toneladas do 2T25, reflexo do fechamento e desativação de plantas industriais.
• Mix de Culturas: A empresa ampliou a representatividade de fertilizantes para soja e café, manteve estável a fatia voltada ao milho e reduziu a exposição à cana-de-açúcar e outras lavouras.
Na última linha do balanço, a Heringer apurou prejuízo líquido de R$ 37,3 milhões no trimestre (frente a perdas de R$ 28,9 milhões no 2T25) e prejuízo de R$ 22,6 milhões no semestre, revertendo o lucro de R$ 30,7 milhões registrado no 1S25. O resultado contábil foi pressionado pela forte contração nos ganhos cambiais líquidos não realizados sobre os passivos em moeda estrangeira — que somaram R$ 40,8 milhões no 2T26 (-76,4% a/a) e R$ 197,5 milhões no semestre (-57,5% a/a) —, reflexo de uma valorização menos intensa do real frente ao dólar na comparação anual.
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