Fluxo no oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita se recupera para 5,5 milhões de barris por dia e viabiliza retomada de exportações em Yanbu
Linha de escoamento opera acima de 75% da capacidade após desvio emergencial contornar estação danificada por drone, abrindo até 4,5 milhões de b/d (barris/dia) para embarques no Mar Vermelho.
O fluxo de petróleo bruto através do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita recuperou-se para cerca de 5,5 milhões de barris por dia (b/d), permitindo a retomada gradual dos carregamentos de exportação a partir do porto de Yanbu, no Mar Vermelho. A infraestrutura estratégica, que possui capacidade nominal de 7 milhões de b/d, vinha sendo a principal rota saudita para contornar os bloqueios à navegação no Estreito de Ormuz decorrentes do conflito entre Estados Unidos e Irã, até ser paralisada em 10 de setembro de 2026 após sofrer um ataque por drone.
Embora o governo saudita ainda não tenha emitido uma avaliação formal de danos, três das 11 estações de bombeamento da rota foram atingidas, sendo uma delas de forma severa, enquanto a integridade dos dutos permaneceu preservada. Diante de reparos que demandariam semanas na unidade mais danificada, a estatal Saudi Aramco implementou um desvio temporário (bypass) para contornar a estação atingida, elevando a operação da linha para mais de 75% de sua capacidade total. A artéria logística transporta o óleo extraído dos campos da bacia do Golfo Pérsico até a costa ocidental, onde alimenta refinarias, usinas termelétricas e plantas de dessalinização, além de suprir o terminal marítimo de Yanbu. Antes da eclosão do conflito militar, cerca de 1,5 milhão a 2 milhões de b/d eram consumidos internamente por essas unidades litorâneas, mas a demanda regional diminuiu com a paralisação da refinaria de Jizan (400 mil b/d), também alvo de ataques no início de setembro.
Com a redução do processamento doméstico e o restabelecimento do bombeamento, o volume de óleo disponível para exportação em Yanbu situa-se atualmente entre 4 milhões e 4,5 milhões de b/d, com operadoras marítimas e corretores de navios indicando o retorno paulatino das atracações. A recuperação da rota busca reequilibrar a logística do reino, que em setembro precisou elevar as exportações a partir do terminal de Ras Tanura, no Golfo Pérsico, para 3,6 milhões de b/d — ante menos de 1 milhão de b/d em agosto —, em resposta à interrupção do oleoduto e às ameaças recorrentes de insurgentes houthis à navegação no Mar Vermelho. Paralelamente, a Aramco abriu concorrências para refinadores da Ásia-Pacífico com ofertas de cargas via transbordo navio-a-navio (ship-to-ship - STS) no Golfo de Omã e sob a modalidade entregue para setembro, outubro e novembro, permanecendo incerto se a normalização operacional em Yanbu provocará uma migração definitiva dos fluxos marítimos de volta ao Mar Vermelho, tendo em vista os riscos persistentes de segurança na passagem do estreito de Bab el-Mandeb.
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