SLC Agrícola registra lucro líquido de R$ 245 milhões no 2º trimestre com recordes de produtividade
Avanço de 75,3% no resultado líquido supera expectativas do mercado, impulsionado por colheitas históricas em soja e algodão e hedge antecipado de safra.
A SLC Agrícola encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 245 milhões, registrando um crescimento expressivo de 75,3% em relação ao mesmo período do ano passado e superando a média das projeções de analistas, que apontavam para R$ 191,8 milhões. O desempenho financeiro foi alavancado por recordes de produtividade agrícola e por um incremento de 13% na área plantada, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira. O Ebitda ajustado atingiu R$ 580,6 milhões, alta de 4,3% na mesma base de comparação, ficando abaixo das expectativas de mercado, enquanto a receita de vendas alcançou 806,1 mil toneladas de produtos, um volume recorde para o período (alta de 14,4%).
O avanço produtivo refletiu-se diretamente nas lavouras da companhia: a produtividade da soja atingiu média de 4.146 kg/ha na temporada 2025/26 (superando os 3.961 kg/ha anteriores), ao passo que o algodão alcançou 2.155 kg/ha, frente aos 1.920 kg/ha da safra passada. Com a maior oferta colhida e preços sustentados por um agressivo gerenciamento de risco, a empresa informou que já realizou o hedge de 90% da produção de soja e de 95% da pluma de algodão. Para o diretor-presidente Aurélio Pavinato, a combinação de volumes maiores e o avanço comercial posicionam a companhia de forma otimista para o desempenho do segundo semestre.
Olhando para a nova safra (2026/27), a SLC projeta manter ou até ampliar suas margens operacionais, contrariando o cenário de aperto geral previsto para o setor. A resiliência nos custos foi garantida por um bem-sucedido travamento de compras de insumos — incluindo 100% dos fosfatados, 90% do cloreto de potássio, 70% dos nitrogenados e 96% dos defensivos adquiridos em pontos de baixa de mercado. Além disso, a empresa já comprometeu cerca de 50% da próxima safra de soja em vendas antecipadas. Diante de estoques globais de milho ajustados, gargalos geopolíticos e uma provável estagnação na expansão da área de soja no Brasil devido à apreciação cambial, a companhia avalia que o setor agrícola começa a atravessar o fundo do ciclo de baixa rumo a um cenário de recuperação.
Fonte: Reuters
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