Ataque com drones ucranianos atinge refinaria que abastece Moscou enquanto a Rússia corta energia em Odessa

Instalação da Gazprom Neft em Kapotnya, responsável por 40% do combustível da capital russa, foi incendiada na maior ofensiva de drones registada na cidade; contraofensiva russa afeta rede elétrica no sul da Ucrânia.

Publicado em 22 de setembro de 2026 às 22:02
Pedro

Um ataque em grande escala com drones de longo alcance conduzido pelas Forças de Defesa da Ucrânia atingiu e incendiou a Refinaria de Petróleo de Moscovo (Gazpromneft-MNPZ), localizada no distrito de Kapotnya, na capital russa. O complexo industrial possui uma capacidade de processamento estimada em cerca de 11 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano e responde pelo fornecimento de aproximadamente 40% dos combustíveis consumidos na região metropolitana de Moscovo. O presidente Volodymyr Zelensky e o Estado-Maior ucraniano confirmaram que a operação mirou infraestruturas energéticas e logísticas estratégicas na região de Moscovo, naquele que o presidente da câmara, Sergey Sobyanin, classificou como o ataque de drones mais severo lançado contra a capital russa até à data. Além da refinaria, instalações de entrepostos logísticos no distrito de Ramensky sofreram danos severos.


Em simultâneo, a Rússia intensificou as retaliações com mísseis e drones contra a infraestrutura crítica ucraniana, visando instalações do setor elétrico e cortando o fornecimento de energia elétrica na região de Odessa, no sul do país. A escalada ocorre num momento de forte pressão sobre o parque de refinação russo: dados de inteligência de mercado apontam que os sucessivos ataques com drones obrigaram à paragem ou redução de atividade em diversas unidades produtoras de gasóleo e gasolina no país, afetando a estabilidade do abastecimento de refinados no mercado interno e restringindo os volumes disponíveis para exportação.

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