EBITDA da Pampa Energía cresce 23% no 3T26 para US$ 398 milhões e obras da fábrica de ureia são iniciadas
Receita avançou 34%, alcançando US$ 790 milhões com recorde de 26 mil barris/dia em Rincón de Aranda e margens térmicas ampliadas; projeto Fertil Pampa obtém aprovação no RIGI e mira US$ 1 bilhão em divisas e substituição de importações.
Conforme acompanhamento setorial de energia e insumos agrícolas da AMR Business Intelligence, a companhia argentina Pampa Energía registrou forte avanço operacional e financeiro no terceiro trimestre de 2026, impulsionada pelo crescimento na produção de hidrocarbonetos e pelo ganho de rentabilidade na divisão de geração elétrica. O faturamento consolidado da empresa atingiu US$ 790 milhões (cerca de R$ 4,21 bilhões), um incremento de 34% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O desempenho da receita refletiu a normalização das cotações da eletricidade no mercado spot atacadista (Mercado Eléctrico Mayorista), o aumento nas entregas de gás natural e óleo cru e a expansão nas vendas diretas a grandes consumidores industriais no Mercado a Término. Acompanhando o ritmo de faturamento, o EBITDA ajustado trimestral totalizou US$ 398 milhões (aproximadamente R$ 2,12 bilhões), avanço de 23% na comparação anual.
Entre os principais destaques industriais, a Pampa confirmou o início das obras de construção de sua fábrica de fertilizantes em Bahía Blanca (projeto Fertil Pampa), empreendimento enquadrado no Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI). O complexo exigirá um investimento total estimado em US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 14,39 bilhões) e terá capacidade fabril para produzir 2,1 milhões de toneladas anuais de ureia granulada a partir do final de 2029. A operação tornará a Argentina autossuficiente no suprimento desse insumo estratégico para o agronegócio e deve gerar um efeito econômico positivo de cerca de US$ 1,0 bilhão por ano (aproximadamente R$ 5,33 bilhões) entre a substituição de compras externas e o ingresso de divisas por exportação. Para garantir a infraestrutura de abastecimento do polo e de suas usinas, a empresa arrematou em leilão 9,6 milhões de metros cúbicos diários de capacidade firme no Gasoduto Perito Moreno (operado pela TGS), totalizando agora 15,2 milhões de m³/dia de capacidade contratada de transporte, em equilíbrio com sua extração de gás natural.
Na área de exploração e produção (E&P) de petróleo, o bloco de Rincón de Aranda alcançou novo topo histórico em setembro ao superar 26 mil barris diários, com 53 poços em atividade após a conexão de dez poços produtores em agosto. No acumulado do trimestre, a extração de óleo atingiu média de 22 mil barris diários, crescimento de 28% sobre igual período do ano anterior. O planejamento operacional da companhia mira acelerar o desenvolvimento do ativo rumo ao patamar de 45 mil barris por dia, avanço condicionado à entrada em funcionamento do duto VMOS e da planta central de processamento do campo.
No braço de geração de energia elétrica, o EBITDA ajustado somou US$ 160 milhões (aproximadamente R$ 852,8 milhões), alta de 33% em base anual. A expansão foi impulsionada pela gestão própria de combustível para atendimento das termelétricas no âmbito do novo arcabouço do mercado elétrico argentino, por ganhos de eficiência e margens nas centrais de ciclo combinado de Genelba e Loma de la Lata e pelo maior volume contratado por clientes livres, com o parque gerador sustentando índice de disponibilidade técnica de 94,3% no período.
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