Mosaic registra prejuízo de US$ 72 milhões no terceiro trimestre de 2026
O resultado reverte o lucro de US$ 411 milhões apurado no mesmo período de 2025. Menores volumes comercializados e custos mais elevados de matérias-primas pressionaram o desempenho da companhia.
A Mosaic registrou prejuízo líquido de US$ 72 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de US$ 411 milhões apurado no mesmo período de 2025. A receita líquida recuou de US$ 3,5 bilhões para US$ 3,1 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado caiu 59,8%, para US$ 324 milhões. O desempenho foi pressionado pela redução dos volumes comercializados nos três segmentos da companhia e pelo aumento dos custos de matérias-primas. No Brasil, a Mosaic Fertilizantes registrou queda de 32,1% nas vendas, de 2,8 Mt para 1,9 Mt, enquanto o EBITDA ajustado recuou 83%, para US$ 41 milhões. O segmento apresentou prejuízo operacional de US$ 21 milhões, frente ao lucro de US$ 96 milhões um ano antes, refletindo a menor produção própria, restrições de crédito aos clientes e aumento dos custos associados à capacidade industrial ociosa.
No segmento de fosfatados, a companhia registrou prejuízo operacional de US$ 194 milhões, contra lucro de US$ 102 milhões no terceiro trimestre de 2025, com redução das vendas de 1,6 Mt para 1,4 Mt. A Mosaic atribuiu parte do desempenho à disponibilidade limitada de enxofre a preços economicamente viáveis, cujo custo médio realizado alcançou US$ 715 por tonelada longa (US$ 703,71/t métrica) no período. Para o quarto trimestre, a empresa contratou fornecimento a US$ 615 por tonelada longa (US$ 605,29/t métrica), com efeitos mais relevantes sobre os resultados contábeis previstos para o primeiro trimestre de 2027. Já no segmento de potássio, o lucro operacional recuou de US$ 229 milhões para US$ 189 milhões, enquanto as vendas diminuíram de 2,3 Mt para 2,1 Mt. A companhia também revisou sua expectativa de produção anual de potássio para 8,6 Mt, diante de condições geológicas desfavoráveis na mina de Esterhazy, no Canadá.
Apesar dos resultados negativos, a Mosaic identifica sinais de recuperação da demanda brasileira por fertilizantes fosfatados, destacando que os estoques nacionais desses produtos caminham para o menor nível dos últimos oito anos. Segundo a companhia, a melhora das relações de troca de soja e milho por fertilizantes favorece a retomada da demanda reprimida por importações. No mercado internacional, a empresa aponta restrições de oferta decorrentes dos elevados custos do enxofre e da redução das exportações chinesas de DAP e MAP, que permaneceram mínimas no terceiro trimestre. Para o potássio, a Mosaic projeta novo recorde de demanda global em 2026, sustentado pelas condições de aquisição do nutriente pelos agricultores.
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