St. George apresenta proposta para adquirir planta da Mosaic em Araxá e acelerar projeto de nióbio e terras raras

Mineradora australiana avaliou complexo industrial paralisado desde abril e busca concluir negócio em 2027; transação envolve ativos vinculados à Codemge em meio a licenciamento e embate judicial com a CBMM.

Publicado em 4 de novembro de 2026 às 16:52
Pedro

Segundo o portal O Fator, e conforme acompanhamento setorial de mineração e fertilizantes da AMR Business Intelligence, a mineradora australiana St. George apresentou uma proposta formal para adquirir a planta industrial da The Mosaic Company em Araxá, no Alto Paranaíba (MG). A companhia estrangeira identifica na aquisição da infraestrutura fabril a oportunidade de acelerar o cronograma e ampliar a escala do seu projeto voltado à extração de nióbio e terras raras no município. Nos últimos dias, representantes técnicos da mineradora australiana estiveram no local para realizar diligências de avaliação e precificação dos ativos da multinacional norte-americana, com a expectativa de receber uma resposta à oferta ainda em 2026 para que a transação seja concretizada ao longo de 2027.


O complexo industrial da Mosaic em Araxá encontra-se com atividades paralisadas desde abril de 2026, período em que a companhia comunicou oficialmente ao mercado a intenção de alienar esses ativos dentro da sua revisão estratégica de portfólio. Historicamente, a unidade abrigava operações atreladas a direitos minerários arrendados pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), mas, em decorrência do esgotamento das reservas locais nos últimos anos, o complexo passou a receber e beneficiar minérios oriundos de outras frentes de lavra. A Mosaic também mantém direitos e estruturas de mineração de fosfato nos municípios mineiros vizinhos de Tapira e Patrocínio, onde as atividades operacionais foram igualmente paralisadas em 2026. Consultada sobre o interesse da St. George e a concorrência de outros proponentes, a Mosaic afirmou que adota a política corporativa de não comentar rumores ou negociações de mercado em andamento, ressaltando que fatos relevantes são divulgados exclusivamente por meio de seus canais oficiais de governança.


A investida sobre a planta ocorre paralelamente a um embate judicial travado pela St. George contra a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). A disputa envolve trabalhos de pesquisa mineral em uma área considerada operacionalmente sensível pela CBMM, que alega em juízo que perfurações de sondagem poderiam comprometer a estabilidade de uma barragem de rejeitos localizada nas imediações, risco refutado categoricamente pela St. George. A mineradora australiana pontua, contudo, que seu projeto ultrapassa o perímetro em litígio: o processo principal de licenciamento que tramita junto aos órgãos ambientais do estado de Minas Gerais abrange uma extensão de propriedade da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).

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