EUA negociam acordo comercial de potássio com a Bielorrússia para reduzir dependência do fornecimento canadense
Donald Trump sinaliza importações de KCl com desconto frente às cargas do Canadá em meio a atritos tarifários; restrições de oferta em Minsk limitam substituição imediata.
O governo dos Estados Unidos abriu negociações para fechar um acordo comercial voltado à importação de cloreto de potássio (KCl) de Belarus sob condições de preços mais competitivas em relação ao produto procedente do Canadá, segundo declaração divulgada pelo presidente Donald Trump. De acordo com o mandatário norte-americano, o arranjo em estruturação prevê valores substancialmente inferiores aos pagos atualmente pelos compradores norte-americanos pelo fertilizante canadense. O movimento ocorre em um momento de escalada na guerra comercial e retaliações tarifárias bilaterais entre Washington e Ottawa, enquanto gigantes do setor como Nutrien, Mosaic e a estatal belarussa Belaruskali (BPC) não se manifestaram sobre os impactos concorrenciais da medida.
A aproximação bilateral já se reflete no fluxo físico com a chegada prevista para o próximo mês, em Nova Orleans, de um navio com 30.000 toneladas de KCl belarusso — o primeiro carregamento a atracar em portos norte-americanos em quatro anos, marcando o retorno das operações comerciais após a suspensão das sanções em dezembro. Apesar da intenção de diversificar a matriz de suprimento de nutrientes e atenuar a hegemonia canadense, a capacidade de Belarus em substituir os volumes do país vizinho é limitada no curto prazo.
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