França enviará recursos militares para proteger o porto de Yanbu após ataques no Mar Vermelho

Acordo com a Arábia Saudita prevê envio de tropas, radares e sistemas de defesa antiaérea para resguardar infraestrutura petrolífera de 5 milhões de b/d.

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 11:25
Pedro

A França concluiu negociações formais com o governo da Arábia Saudita para mobilizar ativos e contingente militar destinados à segurança do porto estratégico de Yanbu, localizado no Mar Vermelho. A iniciativa, confirmada pelo presidente Emmanuel Macron em declaração à emissora francesa TF1 nesta quinta-feira (24/09), contempla o envio de soldados, radares de monitoramento e sistemas de defesa antiaérea com foco exclusivo na salvaguarda das instalações portuárias e industriais contra novas investidas militares, sem objetivo direto de engajamento beligerante na região.


O acordo de cooperação militar ocorre na esteira dos danos materiais provocados por ataques recentes conduzidos pela milícia Houthi do Iêmen contra o complexo de escoamento. Macron destacou a relevância do terminal para o abastecimento energético internacional, ressaltando que a infraestrutura chegou a movimentar mais de 5 milhões de barris por dia nas semanas anteriores às agressões. No mesmo dia, os Houthis alegaram novos disparos contra uma unidade da Saudi Aramco em Yanbu e alvos na capital Riad, episódios que carecem de confirmação independente.


O envio de assistência operacional francesa sucede o recente anúncio do Reino Unido, que autorizou apoio logístico limitado de reabastecimento militar às forças sauditas. Em contraste com os aliados europeus, os Estados Unidos mantiveram distância operacional após os ataques ao oleoduto Leste-Oeste; o presidente norte-americano Donald Trump caracterizou as ofensivas como uma disputa restrita entre sauditas e houthis, declarando que o grupo iemenita não busca confronto direto com Washington. Diante da persistente volatilidade nas rotas navais do Oriente Médio, o governo francês reiterou a necessidade de diálogo diplomático envolvendo o Irã e Omã para viabilizar a desescalada do conflito e a consequente reabertura segura da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz.

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