Seca provocada pelo El Niño ameaça produção de óleo de palma na Indonésia até outubro
Agência meteorológica do país prevê chuvas abaixo da média em mais de 70% do território, elevando o alerta para o mercado global de óleos vegetais.
A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG) prevê que as principais regiões produtoras de palma do país registrarão volumes de chuva baixos a moderados entre os meses de agosto e outubro de 2026. As projeções são impulsionadas pela permanência do fenômeno El Niño, que continua a restringir as precipitações sobre importantes áreas agrícolas do país. Como a Indonésia responde por cerca de 57% da produção mundial de óleo de palma, as condições climáticas locais assumem papel central nas sinalizações para o mercado internacional de óleos vegetais, uma vez que o rendimento das lavouras depende diretamente do nível de umidade do solo.
De acordo com o órgão meteorológico, cerca de 71,6% do território indonésio deve registrar baixas precipitações em agosto, com o quadro de estiagem se intensificando em setembro, quando o déficit hídrico afetará mais de 77% do país. Apenas uma parcela reduzida do território deverá receber chuvas volumosas. Para outubro, projeta-se uma ligeira melhora no padrão de precipitação, embora a maior parte das áreas produtoras ainda enfrente volumes baixos ou moderados. No consolidado do trimestre, as chuvas devem se manter abaixo da média histórica em 86% do país em agosto, quase 88% em setembro e mais de 81% em outubro.
Diante da perspectiva desfavorável, a agência recomendou que empresas do setor e pequenos produtores fortaleçam as medidas de preparação para a seca, focando na melhoria dos sistemas de gestão hídrica, na conservação da umidade do solo e no monitoramento contínuo das condições do tempo. A adoção dessas práticas é considerada essencial para mitigar perdas produtivas e tentar sustentar os níveis de oferta de óleo de palma até o encerramento do ano de 2026.
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