Cerca de 17% dos produtores rurais no mundo já utilizam inteligência artificial no campo, aponta levantamento
Adoção avança com foco em planejamento operacional e redução de custos com fertilizantes e diesel, mas apenas 4% pagam por soluções dedicadas.
Aproximadamente 17% dos produtores rurais em todo o mundo já incorporaram ferramentas de inteligência artificial em suas rotinas de trabalho diárias, segundo levantamento da consultoria McKinsey. A adesão à tecnologia mostra-se particularmente expressiva nas Américas, onde os agricultores utilizam sistemas inteligentes prioritariamente no planejamento da produção e no processamento de dados gerados pelo maquinário agrícola.
No campo, a aplicação prática envolve o uso de chatbots e softwares especializados para regular colheitadeiras, definir estratégias de aplicação de defensivos agrícolas e analisar informações capturadas por tratores e implementos ao longo das etapas de semeadura, tratos culturais e colheita. A busca por essas inovações ganha tração com a escalada dos custos operacionais, sobretudo de insumos cruciais como fertilizantes e óleo diesel, na medida em que a tecnologia permite otimizar operações, reduzir desperdícios e elevar a eficiência produtiva.
Apesar da expansão do interesse, a monetização desse mercado ainda enfrenta barreiras: apenas cerca de 4% dos produtores globais contratam e pagam efetivamente por soluções dedicadas de inteligência artificial. Os valores elevados das plataformas e as margens econômicas mais estreitas no setor agropecuário continuam restringindo uma difusão comercial em larga escala.
Especialistas do setor destacam ainda que os sistemas algorítmicos não substituem a experiência agronômica e a checagem direta nas lavouras, sobretudo diante de eventos climáticos anômalos. Nesse sentido, diagnósticos e recomendações gerados por inteligência artificial demandam verificação técnica e ajustes finos às realidades edafoclimáticas e de manejo específicas de cada propriedade rural.
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