Fábrica de óleo de girassol da Bunge é danificada em ataque russo em Dnipro (Ucrânia) e suspende operações

Ataque com munições guiadas atinge complexo industrial responsável pela marca Oleina; duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas na cidade ucraniana.

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 02:15
Atualizado em 13 de setembro de 2026 às 02:21
Pedro

Parte das instalações da fábrica de processamento de óleo de girassol da multinacional Bunge na cidade de Dnipro foi danificada durante um ataque das forças russas na quinta-feira (10/9), forçando a paralisação completa das atividades industriais no complexo. Em comunicado oficial, a Bunge Ucrânia informou que nenhum colaborador da empresa ficou ferido e destacou que segue monitorando a situação para avaliar os desdobramentos operacionais e a extensão dos danos materiais.


As forças armadas da Rússia realizaram dois ataques contra Dnipro na manhã de quinta-feira. Segundo informações do Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia e da administração militar regional, os bombardeios atingiram uma unidade de processamento de alimentos e provocaram um incêndio de grandes proporções, resultando na morte de duas pessoas e deixando outras cinco feridas, entre elas uma criança. Explosões foram registradas na cidade por volta das 9h08 no horário local, pouco após a Força Aérea ucraniana emitir alertas sobre a aproximação de munições guiadas do tipo Banderol em direção à região de Dnipropetrovsk.


O prefeito de Dnipro, Borys Filatov, confirmou que a estrutura atingida pertencia à unidade de esmagamento e refino de girassol da Bunge, ressaltando que o complexo industrial já havia sido alvo de bombardeios anteriores. A planta é responsável pela fabricação do óleo vegetal comercializado no mercado doméstico ucraniano sob a tradicional marca Oleina.


Presente no mercado ucraniano desde 2002, a trading norte-americana figura como uma das principais compradoras, processadoras e exportadoras de grãos e derivados de girassol no país, operando infraestruturas estratégicas que conectam a produção agrícola local ao comércio global de commodities alimentícias.

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