Lucro da Fertiglobe salta no 1º trimestre de 2026 impulsionado por alta de preços e resiliência operacional

Empresa registra receita de US$ 915,1 milhões e supera expectativas do mercado, compensando a queda no volume de vendas causada por tensões geopolíticas

Publicado em 29 de abril de 2026 às 22:52
Pedro

A Fertiglobe reportou um forte crescimento financeiro no primeiro trimestre de 2026. A receita total da companhia alcançou US$ 915,1 milhões, um aumento de 32% na comparação anual, superando amplamente as estimativas da Bloomberg (US$ 771,3 milhões). O lucro líquido disparou, passando de US$ 72,6 milhões no primeiro trimestre de 2025 para US$ 197,9 milhões, enquanto o EBITDA cresceu 32%, atingindo US$ 342 milhões. O CEO da empresa, Ahmed El-Hoshy, destacou que os resultados refletem a execução disciplinada e a resiliência das operações, que se beneficiaram de preços mais altos para contornar os complexos desafios geopolíticos regionais.


Apesar do salto nos lucros, o volume total de vendas próprias recuou 12% em relação ao ano anterior, totalizando 1,35 milhão de toneladas — divididas entre 1,10 milhão de toneladas de ureia e 247 mil toneladas de amônia. A companhia atribuiu esse declínio às interrupções nas rotas comerciais e a uma base de comparação atípica no primeiro trimestre de 2025, que incluiu vendas adiadas. Por outro lado, a eficiência da produção foi um destaque: as taxas de utilização de ureia saltaram de 87% para a marca excelente de 96% em toda a plataforma, com as operações no Egito registrando um desempenho recorde e operando acima de 105% da capacidade.


Olhando para o futuro, a Fertiglobe projeta um mercado de nitrogênio robusto a curto prazo, sustentado pela forte demanda sazonal e por uma oferta global restrita devido à ausência de exportações chinesas e ao conflito contínuo no Oriente Médio. Para o médio prazo, prevê-se um déficit global de suprimento de ureia na casa de 2,1 milhões de toneladas entre 2026 e 2030. Em paralelo, a companhia segue avançando em sua estratégia sustentável "Grow 2030", com as obras em andamento do Project Harvest — uma instalação de amônia de baixo carbono nos Emirados Árabes Unidos com capacidade de 1 milhão de toneladas/ano e operação prevista para 2027 —, além da expectativa de aprovação final para um projeto de hidrogênio verde de 100 MW no Egito nos próximos meses.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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