Boletim Logístico dos Portos do Oriente Médio e Região (12 de junho de 2026)

Operações marítimas mantêm-se fluidas com restrições focais; falhas de GPS exigem cautela nos Emirados Árabes e em Omã

Publicado em 12 de junho de 2026 às 21:05
Pedro

O cenário marítimo no Golfo do Oriente Médio permanece dinâmico, com as condições podendo sofrer alterações de curto prazo conforme orientações das autoridades locais. Confira a atualização operacional das principais infraestruturas da região:


Emirados Árabes Unidos

• Operações Gerais: Os portos de Jebel Ali, Hamriyah, Sharjah e Khalifa operam normalmente. O Aeroporto de Dubai retomou suas atividades com 90% da capacidade.

• Fujairah e Khor Fakkan: As atividades seguem sem interrupções. O Fujairah Oil Tanker Terminal (FOTT) opera com o berço 6 em manutenção, enquanto os berços 4 e 5 foram realocados para aliviar o congestionamento. A espera atual para atracação de navios ro-ro, breakbulk e de carga geral é de três semanas. No Khor Fakkan Container Terminal, todos os seis berços estão em pleno funcionamento.

• Aviso de Navegação: O alerta 01/2026 adverte sobre incidentes de interferência e bloqueio de sinal GPS nas áreas offshore de Fujairah, podendo causar perda de precisão posicional. A área é considerada de alto risco para marinheiros.

• Petróleo e STS: Os portos petrolíferos de Ruwais (Nível 2 do ISPS) e Abu Dhabi (Nível 1 do ISPS) estão operacionais. As operações Ship-to-Ship (STS) ancoradas em Dubai foram retomadas com auxílio de rebocadores, mas operações em movimento seguem suspensas.

• Ras al Khaimah: Portos abertos e operando normalmente. O RAK Ports Group implementará uma sobretaxa de risco marítimo para embarcações na região.


Kuwait

• Portos e Alfândega: Todos os portos operam normalmente. Contudo, a guarda costeira suspendeu temporariamente as licenças de entrada para embarcações estrangeiras provenientes de portos iraquianos. Shuaiba e Shuwaikh operam sob o Nível 2 do ISPS.

• Espaço Aéreo: Aberto, com os terminais 4 e 5 em operação, enquanto o Terminal 1 permanece fechado.


Omã

• Status Portuário: Todos os complexos estão totalmente operacionais sob Nível 1 do ISPS.

• Regras de Carga e Segurança: Embarcações devem apresentar carta oficial atestando a ausência de cargas perigosas; caso transportem, precisam de aprovação ministerial para entrar em águas territoriais.

• Mina Al Fahal: Devido à interferência de GPS, embarcações destinadas ao terminal de petróleo bruto precisam ter o Doppler log totalmente operacional para atracar.


Iraque

• Operações: Os portos de Umm Qasr (Norte e Sul) e Khor al Zubair funcionam normalmente.

• Exportações Suspensas: O Basrah Oil Terminal e o SPM Somo Terminal paralisaram suas operações de exportação.

• Logística de Tripulação: O fornecimento de água e alimentos está disponível, e trocas de tripulação são permitidas, embora enfrentem atrasos na emissão de vistos.


Bahrein

• Atividades Restritas: A movimentação de embarcações foi retomada, mas de forma limitada. As operações da petrolífera BAPCO continuam suspensas. O APM Terminals retomou atividades apenas no horário das 06h00 às 18h00. O nível ISPS é 1.

• Aviação: O espaço aéreo foi oficialmente reaberto com voos limitados.


Arábia Saudita

• Capacidade Máxima: Nenhuma restrição ou alerta portuário foi emitido. As operações seguem com 100% da capacidade. Voos foram retomados no país a partir de Dammam por diversas companhias, embora a Emirates não esteja operando a rota.


Catar

• Navegação: O retorno integral das atividades marítimas está em vigor desde o início de maio. O Ministério dos Transportes exige o funcionamento estrito de todos os equipamentos de segurança a bordo. A Qatar Airways já retomou voos para o Iraque.


Jordânia, Egito e Paquistão

• Jordânia: Cenário estável. O porto de Aqaba opera normalmente, sem atrasos. O espaço aéreo está aberto, mas voos para o Catar, EAU, Síria, Bahrein e Kuwait estão suspensos.

• Egito: Canal de Suez e todos os portos locais operam sem qualquer interrupção operacional.

• Paquistão: Portos em pleno funcionamento sob Nível 1 do ISPS, sem impactos registrados no espaço aéreo nacional.


Fonte: Lloyd List

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