K+S eleva projeção de EBITDA para até € 760 milhões após forte desempenho no 1º semestre de 2026

Firmeza nos preços do cloreto de potássio, demanda aquecida no Brasil e adiamento de manutenção programada impulsionam resultados da mineradora alemã.

Publicado em 12 de agosto de 2026 às 23:04
Atualizado em 13 de agosto de 2026 às 16:09
Pedro

A alemã K+S divulgou resultados operacionais e financeiros mais fortes no primeiro semestre de 2026, impulsionada pela firmeza nos preços do cloreto de potássio (KCl), sólida demanda global e oferta restrita. O Brasil liderou a sustentação dos preços do nutriente, enquanto a demanda apresentou recuperação na China e na Índia. O avanço das cotações das commodities agrícolas e a firmeza nos mercados de nitrogenados e fosfatados favoreceram a inclusão de potássio em formulações NPK. Na divisão agrícola, a receita bruta subiu para € 1,38 bilhão (frente a € 1,28 bilhão no mesmo período do ano anterior), com o volume comercializado subindo para 3,88 milhões de toneladas e o preço médio de venda alcançando € 339/t.


No segmento específico de MOP, o faturamento atingiu € 751,3 milhões, impulsionado por um volume comercializado de 2,33 milhões de toneladas e alta de cerca de 6% nas realizações de preços ano a ano. O ganho em volume foi favorecido pelo reposicionamento da parada de manutenção da mina de Bethune, concentrada integralmente no terceiro trimestre de 2026. O EBITDA do grupo alcançou € 455,1 milhões no semestre, beneficiado por menores custos de energia — a despeito do aumento nos fretes marítimos decorrente das disrupções geopolíticas. Diante do resultado, a diretoria elevou o guidance de EBITDA para o ano completo de 2026 para a faixa de € 680 milhões a € 760 milhões (ante € 630–730 milhões da estimativa anterior), projetando volumes anuais entre 7,4 e 7,6 milhões de toneladas e preços médios levemente superiores aos € 332/t registrados em 2025.

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