FMC Corporation reduz projeções anuais após registrar prejuízo de US$ 187 milhões no 2T26
Retração na demanda por diamidas, pressão sobre os preços na América Latina e concorrência na América do Norte impactam o resultado do trimestre.
A FMC Corporation reportou receita de US$ 867 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desconsiderando a operação comercial da Índia, o faturamento somou US$ 841 milhões (recuo de 20%). A companhia encerrou o trimestre com prejuízo líquido de US$ 187 milhões — ante lucro de US$ 67 milhões no 2T25 —, com o prejuízo por ação ficando em US$ 1,49. O lucro ajustado por ação atingiu US$ 0,26 (-62%), enquanto o EBITDA ajustado caiu 26%, somando US$ 153 milhões. Diante do cenário desfavorável, a FMC revisou para baixo suas estimativas de receita, EBITDA e lucro para o encerramento do ano.
O desempenho no trimestre foi pressionado principalmente pela menor demanda por produtos tradicionais e pela redução de encomendas de parceiros comerciais no segmento de diamidas. O volume total comercializado recuou 10% e os preços caíram 7%, com forte impacto das margens restritas dos produtores na América Norte. No recorte regional, a América Latina faturou US$ 278 milhões (-10%), apresentando a maior pressão sobre preços. A América do Norte recuou 22% (US$ 249 milhões), a região EMEA caiu 18% (US$ 214 milhões) devido a perda de registros e altas temperaturas, e a Ásia (sem a Índia) somou US$ 101 milhões (-6% em base comparável). O portfólio de crescimento avançou em um dígito médio, sustentado por novas formulações e moléculas como Cyazypyr e Rynaxypyr.
Para o acumulado de 2026, a FMC passa a projetar receita (sem a Índia) entre US$ 3,50 bilhões e US$ 3,7 bilhões — queda de 7% no ponto médio frente a 2025. O EBITDA ajustado é estimado entre US$ 620 milhões e US$ 680 milhões (-23%), e o lucro ajustado por ação deve situar-se entre US$ 1,19 e US$ 1,49 (-55%). Para o terceiro trimestre, projeta-se receita entre US$ 840 milhões e US$ 900 milhões, refletindo o adiamento de compras por distribuidores norte-americanos para o 4T26. Contudo, a empresa prevê recuperação no último trimestre do ano, impulsionada pelas vendas diretas no mercado brasileiro e pela retomada dos pedidos na América do Norte. Paralelamente, a FMC mantém o plano de levantar US$ 1 bilhão para desalavancagem por meio do desinvestimento de ativos, incluindo a venda da operação indiana e o licenciamento de moléculas.
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