Faturamento de distribuidores de insumos no Brasil alcança R$ 171 bilhões em 2025
Setor consolida sua relevância logística respondendo por 47% do suprimento agrícola nacional; defensivos químicos e a cultura da soja lideram as transações.
O mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários movimentou R$ 171 bilhões em 2025, reafirmando sua capilaridade estratégica na cadeia produtiva nacional. Do faturamento total, R$ 105 bilhões foram gerados diretamente pela venda de insumos, R$ 43 bilhões pela comercialização de grãos e R$ 23 bilhões pelo segmento de máquinas, serviços e outras atividades. Os dados integram a 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição, conduzida pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) em parceria com o Cepea-Esalq/USP. O levantamento destaca o peso estrutural do segmento, que atualmente é responsável por fornecer 47% de todos os insumos que chegam às propriedades rurais do país.
No detalhamento do portfólio comercial, os defensivos químicos lideraram as vendas com 43% de participação, seguidos pelos fertilizantes de solo (17%) e pelas sementes (16%). A dinâmica de demanda permanece fortemente ancorada nas principais safras de grãos: a cultura da soja absorve a maior parcela de atendimento, representando 43% da atuação dos distribuidores, seguida pelo milho, com 20%.
Sob a ótica operacional e corporativa, o setor demonstra maturidade e resiliência frente à volatilidade do agronegócio, com 82% das empresas operando há mais de 11 anos. A base física também apresentou expansão, registrando um crescimento de 3,5% no número de lojas em relação a janeiro de 2025. O horizonte de investimentos de médio prazo reflete um otimismo cauteloso, com 32% dos distribuidores projetando a abertura de novas unidades até 2028.
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