EUA realizam forte onda de ataques contra o Irã em retaliação a disparos de mísseis no Oriente Médio

Centcom confirma ofensiva sobre dezenas de alvos da Guarda Revolucionária, enquanto Teerã relata vítimas civis e bloqueios de infraestrutura na ilha de Qeshm.

Publicado em 30 de julho de 2026 às 12:18
Pedro

As Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma "pesada onda" de ataques aéreos contra alvos no Irã na noite de quarta-feira, em retaliação às tentativas de ataques com mísseis balísticos lançados por Teerã contra tropas americanas e rotas marítimas no Estreito de Ormuz. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), a ofensiva durou cerca de uma hora e atingiu dezenas de alvos estratégicos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), incluindo centros de comando militar, instalações de mísseis e drones, defesas costeiras e capacidades marítimas. A ação ocorre logo após o presidente Donald Trump prometer uma resposta severa aos disparos iranianos.


A mídia estatal iraniana confirmou bombardeios em pontos estratégicos do setor petrolífero, como as ilhas de Qeshm e Abadan, relatando a morte de três civis de uma mesma família na região de Chah Tangu, além de cortes de energia e instabilidade na rede de internet no sul do país. Paralelamente, as forças de defesa da Jordânia interceptaram cinco mísseis iranianos direcionados ao seu território na manhã de quinta-feira. O cenário de escalada sucede o primeiro ataque conjunto oficialmente anunciado entre EUA e Arábia Saudita no Leste do Iraque contra milícias pró-Irã, ação que deixou ao menos 20 mortos entre membros das Forças de Mobilização Popular (PMF) e gerou fortes protestos diplomáticos do governo iraquiano.


Apesar da intensificação dos combates e da quebra da trégua temporária mantida nos últimos dias, movimentações diplomáticas de bastidor continuam ocorrendo. A Arábia Saudita teria manifestado interesse em desacelerar as tensões regionais durante reunião entre o ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, e o governo norte-americano. Contudo, a escalada de ataques e contra-ataques iniciada após o colapso do cessar-fogo de abril mantém os corredores energéticos do Oriente Médio, as rotas do Estreito de Ormuz e a infraestrutura regional sob forte instabilidade operacional.

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