Dois navios da Adnoc são atacados no Estreito de Ormuz e elevam tensão no Golfo

Emirados Árabes Unidos denunciam agressão iraniana contra frota estatal de energia, enquanto Teerã e Omã debatem compensações por serviços de navegação na rota.

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 21:50
Atualizado em 15 de agosto de 2026 às 13:07
Pedro

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos (EAU) condenou um novo ataque hostil atribuído ao Irã contra duas embarcações ligadas à estatal de petróleo Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc), ocorrido durante a travessia pelo Estreito de Ormuz. A agressão mais recente não deixou feridos, mas soma-se a um incidente anterior registrado em 8 de agosto contra outro navio da companhia. Com isso, sobe para 18 o número total de embarcações vinculadas à Adnoc alvejadas na região, acumulando um histórico de uma vítima fatal e 20 tripulantes feridos.


A diplomacia dos Emirados classificou os ataques a navios comerciais como "atos de pirataria" promovidos pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, acusando Teerã de transformar o Estreito de Ormuz em um instrumento de coerção econômica e chantagem com risco direto à segurança energética global. Em paralelo às tensões, Irã e Omã continuam mantendo negociações para a estruturação de um mecanismo de navegação segura no canal. Embora os países ainda não estejam debatendo a imposição formal de tarifas de trânsito, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, reiterou que a provisão de serviços marítimos para o tráfego de embarcações no estreito deve ser compensada financeiramente.


No mercado de energia, os preços internacionais do petróleo mantiveram estabilidade nas negociações asiáticas, operando com leve recuo. O contrato futuro do petróleo Brent (outubro) na bolsa ICE foi cotado a US$ 86,88/bl (ante US$ 87,07/bl no fechamento de 13 de agosto), enquanto o contrato do WTI (setembro) na Nymex operou a US$ 81,11/bl, frente aos US$ 81,25/bl da sessão anterior.

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