Dâures Green Fertilizer Project avança na Namíbia com aporte de fundo de transição energética para produzir insumos verdes

Iniciativa prevê gerar até 80 mil toneladas anuais de sulfato de amônio e amônia verde com energia solar e eólica, mirando a segurança alimentar regional.

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 02:14
Atualizado em 13 de setembro de 2026 às 02:18
Pedro

O fundo SDG Namibia One celebrou um acordo de financiamento de desenvolvimento com a Enersense Energy Namibia para impulsionar o Projeto de Fertilizantes Verdes de Dâures, situado na Região de Erongo. O empreendimento utilizará recursos renováveis para fabricar fertilizantes de baixo carbono destinados aos mercados namibiano e regional, mitigando a dependência externa e reforçando a produtividade agrícola local frente aos riscos climáticos.


Com um orçamento total de desenvolvimento estimado em até US$ 7,07 milhões (aproximadamente R$ 35,95 milhões), a iniciativa receberá até US$ 3,6 milhões (cerca de R$ 18,31 milhões) em aportes do fundo — estruturado por Climate Fund Managers, Invest International e pelo Environmental Investment Fund of Namibia —, contando com recursos da União Europeia por meio da estratégia Global Gateway e da Invest International.


A planta integrará 60 MW de geração solar fotovoltaica, 10 MW eólica, armazenamento em baterias de 65 MWh e uma unidade de eletrólise de 40 MW, projetando o fechamento financeiro para o segundo trimestre de 2028 e o início das operações comerciais no primeiro trimestre de 2030.


A capacidade nominal prevista alcança até 20 mil toneladas anuais de amônia verde e até 80 mil toneladas anuais de sulfato de amônio, evitando a emissão de aproximadamente 48 mil toneladas equivalentes de CO2 por ano ao substituir processos convencionais com amônia cinzenta, além de gerar até 115 empregos permanentes na zona rural.

O projeto consolida-se como o quarto investimento do SDG Namibia One no país e expande os trabalhos do programa piloto Dâures Green Hydrogen Village, que já captou cerca de US$ 17,7 milhões (aproximadamente R$ 90 milhões) e tem expectativa de fabricar o primeiro fertilizante verde local da Namíbia no último trimestre de 2026.

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