Ataque com drone a navio norte-americano de GNL em Damietta provoca incêndio e eleva alerta no Egito
Incidente atingiu a unidade de regaseificação Energos Winter e se alastrou para o petroleiro Gaslog Salem, marcando o primeiro ataque em solo egípcio desde o início do conflito entre EUA e Irã.
Um ataque com drone provocou um incêndio em duas embarcações no porto de Damietta, na costa mediterrânea do Egito, informaram as autoridades de Cairo na manhã de quinta-feira. O incidente atingiu o Energos Winter, um navio flutuante de armazenamento e regaseificação (FSRU) de propriedade da empresa norte-americana New Fortress Energy e de bandeira das Ilhas Marshall. O fogo se alastrou para o petroleiro de GNL Gaslog Salem, de bandeira das Bermudas, que estava próximo. Ambas as tripulações foram evacuadas com segurança, o incêndio foi controlado sem o registro de feridos e as embarcações foram movidas para alto-mar para avaliação dos danos.
Este é o primeiro ataque registrado em solo egípcio desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro. Embora nenhum grupo tenha assumido a autoria, fontes marítimas e autoridades egípcias confirmaram que a televisão estatal iraniana havia exibido, dois dias antes, um mapa identificando o porto de Damietta como um potencial alvo de retaliação contra interesses ucranianos — após um ataque da Ucrânia a um navio iraniano no Mar Cássio. O gabinete do Egito declarou que as investigações continuam e que medidas estão sendo tomadas para proteger a segurança nacional e os interesses do país.
O ataque interrompeu temporariamente as operações no terminal e adiciona nova camada de instabilidade logística à região. O Egito, que se tornou um importador líquido de gás natural devido ao declínio da produção doméstica, já enfrenta um forte impacto econômico com a redução drástica no tráfego do Canal de Suez. A escalada simultânea na região — que inclui disparos de mísseis iranianos contra bases norte-americanas na Jordânia, retaliações conjuntas dos EUA e da Arábia Saudita no Iraque e a ameaça de embargo marítimo pelos Houthis no Mar Vermelho — eleva a insegurança nos corredores mundiais de energia e comércio.
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