Trump discute alívio de sanções ao Irã e sugere "controle conjunto" do Estreito de Ormuz

Tráfego de navios segue estagnado em meio a incertezas sobre segurança; propostas de paz de ambos os países apresentam amplas divergências

Publicado em 8 de abril de 2026 às 14:23
Pedro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8) que as negociações com o Irã representam um avanço para a paz global, confirmando a disposição em debater o alívio de sanções econômicas a Teerã. O pronunciamento ocorre no âmbito do cessar-fogo de duas semanas anunciado na noite de terça-feira, destinado à formulação de um acordo definitivo entre os dois países.


A gestão do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz permanece como o principal ponto de indefinição para o mercado e a logística internacional. Trump repostou a declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que condiciona a passagem na via à coordenação militar iraniana. Horas depois, o presidente americano afirmou que haverá um "controle conjunto" sobre o estreito e que os EUA auxiliarão na normalização do trânsito.

Apesar das sinalizações diplomáticas, o tráfego de embarcações comerciais não reagiu. Os armadores aguardam diretrizes claras sobre os arranjos de segurança e a estruturação das apólices, enquanto especialistas avaliam que os prêmios de risco para a navegação no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho não recuarão de forma imediata. A cautela no setor marítimo é reforçada pelo registro de novos ataques a infraestruturas de energia horas após o início oficial do cessar-fogo.


As propostas de paz na mesa de negociação refletem posições distantes. O Conselho de Segurança Nacional do Irã delineou um plano de 10 pontos que inclui a manutenção do controle sobre Ormuz, a revogação de todas as sanções, o direito ao enriquecimento de urânio e a retirada das tropas americanas da região. Em contrapartida, os EUA mantêm uma contraproposta de 15 pontos que vai de encontro às exigências iranianas, especialmente no que tange ao programa nuclear. No cenário interno americano, a disposição de Trump em negociar essas demandas gerou ressalvas entre parlamentares aliados, que agora defendem a participação ativa do Congresso na aprovação de qualquer tratado.

Gostou do artigo? Compartilhe

Deixe um comentário

Comentários (0)

Ainda não há comentários.