Protestos de caminhoneiros atrasam entregas de grãos em dois portos da Argentina

Manifestações contra defasagem no valor do frete afetam terminais de Bahía Blanca e Necochea; polo logístico de Rosário segue operando normalmente

Publicado em 15 de abril de 2026 às 18:15
Pedro

Os embarques de grãos nos portos argentinos de Bahía Blanca e Necochea foram paralisados nesta terça-feira devido a protestos realizados por caminhoneiros autônomos, de acordo com o Centro de Exportadores de Cereais do país.


A categoria tem se mobilizado nos últimos dias para exigir o reajuste das tarifas de transporte do insumo. Os motoristas argumentam que os valores atuais são insuficientes para cobrir os custos de manutenção, pedágios e, principalmente, do diesel, cujo preço já acumula alta de quase 30% apenas neste ano.


Entidades do setor, como a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, alertaram para atrasos logísticos, interrupções no fluxo de mercadorias e complicações severas nas operações comerciais e de exportação. "A situação é insustentável: os navios não estão vindo carregar na Argentina, de modo que o dano econômico a toda a cadeia de valor de grãos e oleaginosas é imenso", declarou o Centro de Exportadores de Cereais na rede social X.

Apesar da paralisação nesses dois importantes pontos de saída, as operações na zona portuária de Rosário — polo logístico responsável por escoar mais de 80% das exportações agrícolas do país — prosseguem sem transtornos até o momento. A Argentina é o maior exportador global de óleo e farelo de soja. Além disso, o cenário ocorre em meio a boas perspectivas de safra: na semana passada, a Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua previsão para a colheita de milho para um volume recorde de 67 milhões de toneladas.



⚠️ Essa análise é só um recorte.

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