Gazprom registra queda de 48% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026, mas EBITDA avança 16%
Volume físico de exportações cresce, mas fortalecimento do rublo pressiona receitas; dívida líquida e alavancagem da companhia apresentam redução no período
A Gazprom reportou nesta sexta-feira que o seu lucro líquido consolidado encolheu 48% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com as normas internacionais de relatórios financeiros (IFRS). O resultado totalizou 345,2 bilhões de rublos (aproximadamente US$ 3,79 bilhões), um recuo significativo ante os 660,4 bilhões de rublos (cerca de US$ 7,25 bilhões) registrados no mesmo período do ano anterior. Apesar da expressiva retração na linha final do balanço, a receita total do grupo permaneceu praticamente estável em relação ao ano passado, somando cerca de 2,8 trilhões de rublos (US$ 30,75 bilhões).
Segundo Famil Sadygov, vice-presidente do conselho de administração da empresa, os primeiros meses do ano estabeleceram tendências positivas para o crescimento dos indicadores financeiros estruturais. A receita gerada pelas vendas físicas de gás para o mercado interno avançou 21% na comparação anual, alcançando a marca de 600 bilhões de rublos (US$ 6,59 bilhões). No mercado externo, a infraestrutura de escoamento logístico também registrou um aumento no volume de exportações de gás. Contudo, a valorização média de 15% do rublo em relação ao dólar norte-americano ao longo do trimestre exerceu forte pressão de conversão cambial sobre as receitas de exportação da companhia.
No âmbito dos indicadores de geração de caixa e controle financeiro, o EBITDA do Grupo Gazprom apresentou um avanço sólido de 16% no primeiro trimestre, saltando de 844 bilhões de rublos (US$ 9,27 bilhões) no ano anterior para 979 bilhões de rublos (US$ 10,75 bilhões). Paralelamente, o fluxo de caixa livre da empresa encerrou o trimestre operando na marca de 624 bilhões de rublos (US$ 6,85 bilhões). Em relação à alavancagem, a gestão de passivos resultou na redução da dívida líquida ajustada em 226 bilhões de rublos (US$ 2,48 bilhões), fixando-se em 5,8 trilhões de rublos (US$ 63,73 bilhões) ao final de março. Esse controle contínuo da carga de endividamento permitiu que o coeficiente de Dívida Líquida/EBITDA recuasse para 1,91, apresentando melhora operacional frente ao índice de 2,07 que havia sido registrado no encerramento de 2025.
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