Emirados Árabes Unidos realizaram dezenas de ataques aéreos contra o Irã com apoio dos EUA e de Israel
Ofensiva militar atingiu infraestruturas estratégicas e gerou atritos diplomáticos com a Arábia Saudita devido a riscos para o mercado global de petróleo
Segundo matéria publicada no Wall Street Journal, os Emirados Árabes Unidos conduziram dezenas de ataques aéreos contra o Irã durante o conflito, incluindo ofensivas realizadas mesmo após o anúncio de cessar-fogo, evidenciando um envolvimento militar muito mais profundo do que o conhecido anteriormente. As operações foram coordenadas com o suporte de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, tendo como alvos centrais a Ilha de Qeshm, Abu Musa, Bandar Abbas, as instalações de energia na Ilha de Lavan e o Complexo Petroquímico de Asaluyeh. Parte dessa campanha armada foi executada como uma retaliação direta aos ataques iranianos prévios contra a infraestrutura de petróleo e gás emiratense. O bombardeio conjunto com as forças israelenses ao complexo de Asaluyeh, em particular, desencadeou fortes críticas da comunidade internacional e levou o governo de Washington a solicitar formalmente que Israel interrompesse as investidas diretas contra polos energéticos do Irã.
A escalada militar também expôs profundas divisões diplomáticas e estratégicas entre os países do Golfo Pérsico. A Arábia Saudita pressionou ativamente os Estados Unidos para que contivessem as ações dos Emirados Árabes, alertando que a continuidade dos bombardeios trazia um risco iminente de retaliação ampliada contra a infraestrutura energética de toda a região, o que poderia desestabilizar gravemente os fluxos e os preços nos mercados globais de petróleo. Em contrapartida, o presidente emiratense, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, demonstrou forte frustração com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, devido à recusa de Riade em integrar a coalizão de ação militar coordenada contra o território iraniano ao longo do conflito.
Deixe um comentário
Comentários (0)