Projeção oficial aponta queda nas importações chinesas de soja em 2026 e ao longo da próxima década
Relatório prevê redução de 6,1% nas compras da oleaginosa este ano e expansão contínua da produção local de grãos até 2035
A China deve reduzir suas importações de soja, carne suína, carne bovina e laticínios em 2026, com quedas projetadas de 6,1%, 8,2%, 3,9% e 4,1%, respectivamente, na comparação anual. As estimativas fazem parte do relatório China Agricultural Outlook 2026–2035, apoiado pelo Ministério da Agricultura do país e divulgado nesta segunda-feira. Segundo o documento, os preços gerais dos produtos agrícolas tendem a permanecer estáveis, com a maioria das commodities mantendo-se firme neste início de ano antes de apresentar tendência de alta nos meses subsequentes.
O relatório também destaca o avanço contínuo das políticas de segurança alimentar e autossuficiência de Pequim a longo prazo. A produção nacional de grãos deve alcançar 733 milhões de toneladas até 2030 e subir para 753 milhões de toneladas até 2035 — crescimentos de 2,5% e 5,3%, respectivamente, ante a colheita recorde de 715 milhões de toneladas registrada em 2025. Como reflexo, as importações totais de grãos devem recuar para 115 milhões de toneladas até 2035 (ante 140,56 milhões em 2025). No caso específico da soja, a perspectiva oficial é de que as compras externas despenquem 26,2%, passando do recorde de 111,83 milhões de toneladas em 2025 para apenas 82,55 milhões de toneladas ao final da próxima década.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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