OCP avança em plano de expansão e deve adicionar 4,5 mi de t/ano em fertilizantes fosfatados até o fim de 2026

Com aporte de US$ 5,25 bilhões (cerca de R$ 28,9 bilhões) em 2026, estatal marroquina amplia capacidade de TSP e NPK para suprir o vácuo deixado pelas restrições chinesas.

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 11:49
Pedro

O Grupo OCP, estatal do Marrocos e maior exportador global de fosfatados, caminha para adicionar aproximadamente 4,5 milhões de toneladas anuais à sua capacidade de produção de fertilizantes até o final de 2026, segundo análise técnica da consultoria SMM. A ampliação marca a primeira etapa do projeto de expansão SP2M, cujo objetivo final é agregar um total de 9 milhões de toneladas anuais em capacidade instalada até 2028. Para sustentar o cronograma, a companhia planeja desembolsar US$ 5,25 bilhões (cerca de R$ 28,9 bilhões) somente em 2026, integrando um programa plurianual de investimentos de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 77,0 bilhões) entre 2025 e 2027.


O plano de expansão concentra-se nos dois principais polos químicos industriais da empresa — Jorf Lasfar e Safi —, além do desenvolvimento de um novo complexo em larga escala denominado Mzinda Phosphate Hub. Em Jorf Lasfar, a OCP colocou recentemente em operação três linhas de granulação com capacidade de 1 milhão de toneladas anuais cada, voltadas atualmente à produção de superfosfato triplo (TSP). A meta corporativa prevê elevar o volume total de fertilizantes produzidos de cerca de 12 milhões de toneladas em 2024 para 20 milhões de toneladas até o término de 2027.


A agressiva expansão da oferta marroquina ocorre em um momento estratégico para o comércio global: as cotas e restrições às exportações chinesas de fosfatos — em vigor pelo menos até agosto de 2026 — retiraram aproximadamente 30% do volume comercializado no mercado internacional, direcionando grandes compradores dependentes de importação, como Brasil, Índia e Estados Unidos, para as cargas do Marrocos. Esse movimento é reforçado pela suspensão temporária dos direitos compensatórios (countervailing duties) que incidiam sobre a entrada do produto marroquino no mercado norte-americano.

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