Ataque ucraniano a refinaria de Astrakhan eleva pressão sobre a oferta de enxofre na Rússia
Planta responsável por 60% da produção nacional foi atingida enquanto o órgão antitruste russo abre processo contra produtores de ácido sulfúrico por preços abusivos.
A oferta russa de enxofre enfrenta nova restrição após um ataque de drones ucranianos atingir a unidade de processamento de gás de Astrakhan na noite de 24 de agosto, segundo confirmação do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia via agência Interfax-Ukraine. O complexo petroquímico desempenha papel estratégico no abastecimento da indústria nacional de fertilizantes e responde por mais de 60% da produção de enxofre da Rússia, com capacidade nominal instalada em torno de 5 milhões de toneladas anuais.
O choque na infraestrutura produtiva coincide com o endurecimento regulatório sobre o mercado interno de insumos. O Serviço Federal Antimonopólio da Rússia (FAS) abriu um processo contra quatro grandes fabricantes de ácido sulfúrico — Mednogorsk, Sredneuralsk, Svyatogor e Karabashmed —, acusadas de cartel e de praticar preços monopolistas abusivos ao longo de 2024 e 2025, conforme reportagem do jornal Kommersant.
Para conter a disparada de custos internos e garantir o abastecimento industrial durante o conflito, Moscou já havia suspendido as exportações de enxofre em 1º de novembro de 2025, estendendo a proibição até o final de 2026. Em 21 de agosto, o governo flexibilizou pontualmente a medida, autorizando uma cota de exportação de até 300 mil toneladas de material de baixa qualidade (low-grade) mediante licença especial, com o objetivo de desovar estoques de produtos de menor demanda doméstica.
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