Nutrien lucra US$ 1,22 bilhão no 2º trimestre de 2026 impulsionada por vendas recordes de potássio

Companhia compensou a fraqueza do segmento de fosfatados, duramente afetado pelos custos do enxofre, com forte demanda internacional e alta nos preços do nutriente.

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 23:42
Atualizado em 7 de agosto de 2026 às 13:42
Pedro

A Nutrien encerrou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 1,22 bilhão, mantendo-se praticamente estável na comparação anual. O desempenho geral foi sustentado por volumes recordes de vendas de potássio na primeira metade do ano, referências de preços mais altas para os fertilizantes e maiores ganhos no varejo. No acumulado do semestre, as vendas da companhia cresceram 8%, alcançando US$ 16,86 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 6% (US$ 3,54 bilhões) e o lucro líquido subiu 9% (US$ 1,36 bilhão). Apesar do balanço semestral robusto, o Ebitda ajustado isolado do segundo trimestre recuou 2%, para US$ 2,43 bilhões, indicando que os preços mais altos não compensaram totalmente os menores volumes em algumas categorias e a pressão dos custos das matérias-primas.


O grande motor de crescimento da empresa no período foi o segmento de potássio. No primeiro semestre, o Ebitda ajustado da divisão saltou 15% na comparação anual, totalizando US$ 1,24 bilhão. O avanço foi apoiado por uma produção recorde de 7,66 milhões de toneladas (ante 6,82 milhões um ano antes) e vendas de 7,45 milhões de toneladas. A rentabilidade também foi impulsionada pela recuperação do preço médio de venda, que subiu de US$ 235/t no primeiro semestre de 2025 para US$ 266/t. Sustentada pela forte demanda internacional — especialmente na América Latina, que absorveu 44% dos volumes da Canpotex (frente a 37% no ano anterior) —, a administração elevou levemente seu guidance de vendas anuais de potássio para a faixa de 14,2 a 14,8 milhões de toneladas.


Em contrapartida, as demais divisões enfrentaram desafios estruturais e operacionais. No negócio de nitrogênio, embora o Ebitda ajustado semestral tenha subido 4% (US$ 1,12 bilhão), o segundo trimestre registrou uma queda de 5% no indicador, refletindo interrupções operacionais que derrubaram os volumes semestrais de amônia (de 1,23 Mt para 0,70 Mt) e de ureia (de 1,76 Mt para 1,28 Mt).


O cenário mais crítico, no entanto, concentrou-se na divisão de fosfatados, consolidada como o segmento mais fraco da companhia. O Ebitda ajustado da unidade despencou 48% no semestre, caindo para US$ 80 milhões, e a divisão reportou um prejuízo de margem bruta de US$ 29 milhões no segundo trimestre (revertendo o lucro de US$ 32 milhões apurado no mesmo período do ano anterior). A forte escalada nos custos do enxofre anulou completamente o aumento dos volumes de vendas, que haviam subido de 1,04 Mt para 1,25 Mt. Diante de margens globais espremidas pela restrição de enxofre e altos custos de insumos, a Nutrien confirmou que segue conduzindo uma revisão estratégica de seus negócios de fosfatados durante o ano de 2026.

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