Nigéria prevê atrair US$ 30 bilhões para projetos offshore e elevar produção de petróleo até 2030
Regulador do país destaca a aprovação de novos planos de desenvolvimento e foca na expansão da infraestrutura para alcançar a meta de 2,5 milhões de barris por dia.
A agência reguladora de petróleo e gás da Nigéria (NUPRC) estima que 22 projetos offshore no país deverão atrair pelo menos US$ 30 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030. O montante é peça-chave para apoiar a meta do governo de elevar a produção nacional de petróleo bruto para 2,5 milhões de barris por dia (bpd) até o final da década. O anúncio foi feito pela executiva-chefe da NUPRC, Oritsemeyiwa Eyesan, durante o encerramento da conferência anual da Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE) em Lagos, no dia 5 de agosto. Segundo Eyesan, os 22 projetos de grande porte representam a parcela offshore de um total de US$ 57 bilhões em planos de desenvolvimento de campo (FDPs) aprovados pela agência desde janeiro de 2024.
O histórico recente de aprovações da NUPRC demonstra a aceleração do setor. A agência já havia reportado que 41 FDPs aprovados em 2024 atrairiam US$ 17,5 bilhões para produzir 573 mil bpd a partir de reservas de 1,4 bilhão de barris. Posteriormente, mais 28 planos validados nos primeiros nove meses de 2025 somaram US$ 18,2 bilhões em despesas de capital, visando uma produção adicional de 591 mil bpd. Em reflexo a esse movimento, a presidência nigeriana informou em junho que a participação do país nas Decisões Finais de Investimento (FIDs) do upstream africano saltou de cerca de 4% nos anos anteriores a 2023 para aproximadamente 40% no biênio 2024-2025. O presidente Bola Tinubu estabeleceu marcos ambiciosos: atingir 1,7 milhão de bpd até 2027 e 2,5 milhões de bpd até 2030, partindo de uma produção registrada de 1,65 milhão de bpd em junho deste ano.
Para sustentar esse avanço no upstream, a Nigéria também está impulsionando sua infraestrutura logística. Eyesan destacou a expansão de instalações centrais de processamento, dutos e estruturas de exportação. Como estratégia de otimização, a NUPRC tem promovido o compartilhamento de instalações, acesso aberto para terceiros e a interligação de campos, visando reduzir custos e acelerar a entrega dos projetos. Essas medidas operacionais estão sendo acompanhadas por uma colaboração mais estreita entre o governo, as forças de segurança, as operadoras e as comunidades locais, o que tem melhorado a proteção das instalações petrolíferas e tornado o setor mais resiliente.
Além da frente de desenvolvimento, o país busca captar capitais por meio de rodadas anuais de licenciamento, com o objetivo estratégico de elevar as reservas nacionais de líquidos dos atuais 37,01 bilhões para 40 bilhões de barris. A recém-concluída rodada de licitações de 2025 refletiu esse esforço de abertura do mercado, resultando na vitória de 31 empresas que arremataram 37 blocos de exploração de petróleo e gás.
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