Lucro líquido da LSB Industries mais que dobra no 3º trimestre de 2026 com impulso de preços e volumes de nitrato de amônio
Resultado alcançou US$ 16,3 milhões entre julho e setembro, com EBITDA ajustado avançando 55% para US$ 62,3 milhões; forte demanda industrial levou a produtora norte-americana a redirecionar parte da síntese de UAN para nitrato de amônio.
A produtora norte-americana de nitrogenados LSB Industries registrou lucro líquido de US$ 16,3 milhões (cerca de R$ 86,9 milhões) no terceiro trimestre de 2026, mais que o dobro do resultado apurado em igual período do ano anterior. O avanço foi impulsionado pela valorização nas cotações realizadas e pelo aumento nos volumes comercializados de nitrato de amônio (NAM) e ácido nítrico, que elevaram as vendas líquidas para US$ 158,6 milhões (aproximadamente R$ 845,3 milhões), frente aos US$ 155,4 milhões registrados um ano antes. O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) saltou 55% na comparação anual, alcançando US$ 62,3 milhões (cerca de R$ 332 milhões) ante US$ 40,1 milhões no terceiro trimestre de 2025, ao passo que o custo médio do gás natural recuou 5%, passando de US$ 3,10 para US$ 2,93 por milhão de BTU. Nos primeiros nove meses de 2026, as três unidades industriais da companhia atingiram recordes mensais de fabricação, colocando a empresa em ritmo para estabelecer marcas históricas anuais na produção de ácido nítrico e solução de nitrato de amônio.
No desempenho por linha de produtos, os volumes vendidos de nitrato de amônio e ácido nítrico cresceram 23% em base anual, somando 196.477 toneladas curtas (cerca de 178,2 mil toneladas métricas), enquanto o preço médio de venda subiu 19%, para US$ 365 por tonelada curta (US$ 402 ou R$ 2.144 por tonelada métrica). As entregas de amônia recuaram 7%, fechando em 79.940 toneladas curtas (72,5 mil toneladas métricas), mas o recuo em volume foi compensado por uma alta de 32% no preço médio realizado, que atingiu US$ 528 por tonelada curta (US$ 582 ou R$ 3.102 por tonelada métrica). Já as vendas de ureia-nitrato de amônio (UAN) caíram 59%, para 55.510 toneladas curtas (50,4 mil toneladas métricas), reflexo do redirecionamento estratégico da produção de UAN para nitrato de amônio visando atender à aquecida demanda industrial, além dos impactos da parada programada de manutenção na fábrica de Pryor, em Oklahoma, concluída no início do terceiro trimestre.
Para os próximos meses, a companhia projeta a manutenção de demanda firme por nitrato de amônio, sustentada por investimentos contínuos nos setores de mineração e infraestrutura, além de perspectivas favoráveis para o consumo de fertilizantes nitrogenados nas safras de outono de 2026 e primavera de 2027 diante da recuperação nas cotações do milho. Paralelamente, a LSB avança no desenvolvimento de seu projeto de captura e sequestro de carbono (CCS) na planta de El Dorado, no Arkansas — do qual assumiu controle integral em maio —, aguardando a análise técnica da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) para a emissão da licença Classe VI. Com início de operação estimado para o segundo semestre de 2027 (havendo possibilidade de antecipação), o projeto deverá reter entre 400 mil e 500 mil toneladas anuais de dióxido de carbono, viabilizando a produção de 305 mil a 380 mil toneladas anuais de amônia de baixo carbono.
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