Lucro da Maaden cresce 13% no 2º trimestre de 2026 impulsionado por alta nos preços de fertilizantes

Gargalos na logística de enxofre reduziram a produção de DAP e amônia, levando a mineradora saudita a revisar suas projeções para o ano.

Publicado em 10 de agosto de 2026 às 18:06
Atualizado em 10 de agosto de 2026 às 19:00
Pedro

A Saudi Arabian Mining Company (Maaden) registrou um lucro líquido de 2,18 bilhões de riais sauditas (US$ 566 milhões) no segundo trimestre de 2026, uma elevação de 13% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido alcançou SAR 3,81 bilhões, alta de 10% na comparação anual, impulsionado pela forte valorização dos preços das commodities. A receita da companhia no trimestre subiu 16% na comparação anual, atingindo US$ 2,92 bilhões, enquanto o EBITDA avançou 3%, totalizando US$ 1,04 bilhão, alimentado pela contribuição diversificada dos setores de alumínio (38%), fosfatados (31%) e ouro (31%).


Apesar dos resultados financeiros positivos, o desempenho operacional do segmento de fertilizantes enfrentou restrições severas decorrentes de gargalos na logística de suprimento de enxofre. A produção de Fosfato Diamônio (DAP) no segundo trimestre recuou 28% em relação ao mesmo período de 2025 e ao primeiro trimestre de 2026, caindo para 1,23 milhão de toneladas, embora a menor disponibilidade tenha impulsionado os preços médios praticados em 28%. O impacto na amônia foi ainda mais acentuado, com a produção caindo 64% na comparação anual e 60% frente ao trimestre anterior, somando 267 mil toneladas, ao passo que os preços realizados do produto saltaram 137% no ano a ano.


Diante das dificuldades no fornecimento de matéria-prima, a Maaden reduziu sua projeção de produção anual de equivalente DAP para a faixa de 6,0 a 6,5 milhões de toneladas (ante 6,5 a 7,1 milhões estimados em fevereiro) e retirou temporariamente sua projeção oficial de produção de amônia para 2026. No plano de investimentos, a empresa confirmou que o projeto de expansão Phosphate 3 segue no cronograma para início de comissionamento até o final de 2026, com obras de infraestrutura de água e energia concluídas no trimestre e a Fase 1 alcançando 82% de avanço físico em julho. Cada uma das expansões (Phosphate 3, Fase 2 e o futuro projeto Phosphate 4) adicionará 1,5 milhão de toneladas/ano de capacidade de produção de fosfatados, com o Phosphate 4 prevendo ainda o acréscimo de 1,1 milhão de toneladas/ano na capacidade de amônia até 2031.

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