Indonésia aperta regras de importação de trigo e outras safras para proteger agricultores locais
Um dos maiores comprador global do grão exigirá aval do governo para novas compras; medida entra em vigor em 8 de maio
A Indonésia, uma das maiores compradora global de trigo, anunciou um endurecimento nas regras para importação do grão e de outros produtos agrícolas, como farelo de soja, feijão mungo, amendoim e arroz para ração. A partir de 8 de maio, os importadores serão obrigados a obter um endosso do Ministério da Agricultura e a enviar um requerimento formal antes de efetuarem as compras. A medida, anunciada pelo ministro do Comércio, Budi Santoso, tem como objetivo equilibrar a oferta doméstica, fortalecer a segurança alimentar nacional e proteger os preços para os agricultores locais.
A nova regulamentação reflete a política do presidente Prabowo Subianto, que assumiu o cargo em 2024 com a meta de reduzir a dependência do país em relação a alimentos estrangeiros e transformar a nação asiática no "celeiro de alimentos do mundo". A estratégia protecionista, no entanto, já enfrentou obstáculos recentes: no início deste ano, refinarias de açúcar foram forçadas a paralisar a produção devido a atrasos na liberação de licenças de importação pelo governo.
As restrições terão um impacto expressivo no mercado global, visto que a Indonésia não cultiva trigo e tem previsão de importar mais de 13 milhões de toneladas na atual temporada, além de ocupar a posição de terceiro maior importador mundial de farelo de soja. Vale lembrar que, em 2025, o governo indonésio já havia sinalizado a intenção de limitar as compras de trigo no exterior como uma forma de incentivar e proteger os produtores domésticos de milho.
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