Índia planeja pacote de subsídios a fertilizantes para mitigar impacto da crise no Oriente Médio
Governo propõe subsídio de 20% sobre enxofre e ácido sulfúrico para blindar a produção doméstica de fosfatados e complexos NPK até março de 2027.
O governo da Índia prepara um novo pacote de socorro financeiro para a indústria doméstica de fertilizantes, com o objetivo de amortecer os reflexos da volatilidade internacional e da crise geopolítica no Oriente Médio sobre os custos dos insumos agrícolas. A proposta, formulada pelo Departamento de Fertilizantes (DoF) em 14 de agosto e que agora aguarda a aprovação final do Gabinete de Ministros, foca na sustentação da produção de fertilizantes fosfatados e potássicos (P&K), englobando fosfato diamônio (DAP), formulações NPK e ácido fosfórico, enquanto exclui superfosfato simples (SSP) e misturas ureia-SSP.
A medida central prevê um subsídio governamental de 20% sobre as aquisições industriais de enxofre e ácido sulfúrico, vinculado a preços-base de US$ 800 por tonelada e US$ 266,67 por tonelada, respectivamente. O alívio busca compensar a escalada recente das cotações internacionais no mercado indiano, onde os preços de enxofre atingiram US$ 1.000 a US$ 1.100/t CFR e os de ácido sulfúrico alcançaram US$ 370 a US$ 390/t CFR em meados de agosto. Caso receba o aval do Executivo, o mecanismo terá vigência retroativa a junho de 2026 e se estenderá até março de 2027, integrando o programa nacional de autossuficiência econômica (Atmanirbhar Bharat).
Enquanto o pacote aguarda homologação oficial, o Departamento de Fertilizantes determinou formalmente que as indústrias químicas mantenham o ritmo regular de processamento fabril. A diretriz visa assegurar o pleno abastecimento de nutrientes para a agricultura indiana durante o andamento da temporada de chuvas (Kharif 2026) e o subsequente ciclo de inverno (Rabi 2026/27).
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