Guarda Revolucionária do Irã intercepta navios no Estreito de Ormuz e endurece bloqueio seletivo
Marinha da IRGC expulsa três porta-contêineres de "diferentes nacionalidades" e proíbe tráfego vinculado a aliados dos EUA e Israel
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou nesta sexta-feira (27) que sua marinha interceptou e forçou a retirada de três navios porta-contêineres que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz. De acordo com o comunicado oficial, as embarcações, de diversas nacionalidades, tentaram ingressar no corredor designado para tráfego licenciado sem autorização prévia, sendo advertidas e repelidas pelas forças iranianas. A IRGC reiterou que o estreito permanece "fechado" para qualquer movimento não autorizado e que tentativas de trânsito enfrentarão "ações severas".
O endurecimento do bloqueio foi acompanhado por uma diretriz explícita: está proibida a movimentação de qualquer navio que navegue de ou para portos de países aliados aos Estados Unidos e Israel, independentemente do destino ou do corredor utilizado. A medida amplia o cerco logístico na região, visando asfixiar as rotas comerciais de nações consideradas inimigas por Teerã. A declaração ocorre em um momento de alta tensão, contrastando com as falas anteriores do chanceler Abbas Araqchi, que havia indicado uma abertura seletiva da via marítima.
Apesar da retórica de fechamento total para adversários, o governo iraniano mantém a política de passagem permitida para "nações amigas". Segundo as diretrizes vigentes, embarcações da China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão continuam autorizadas a utilizar o estreito, desde que sigam os protocolos de identificação e escolta da IRGC. Essa dualidade operacional reforça a estratégia do Irã de utilizar o controle geográfico de Ormuz como uma ferramenta política e econômica direcionada contra a coalizão liderada por Washington.
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