Egito inicia obras de complexo de ácido fosfórico de US$ 658 milhões no platô de Abu Tartour

Projeto executado por consórcio chinês mira produção inicial de 250 mil t/ano para verticalizar o processamento de rocha fosfática no país.

Publicado em 21 de agosto de 2026 às 21:38
Atualizado em 22 de agosto de 2026 às 12:29
Pedro

O Egito deu início às obras de construção de um novo complexo industrial de ácido fosfórico avaliado em US$ 658 milhões no platô de Abu Tartour, localizado na província do Novo Vale (New Valley). O empreendimento, cuja pedra fundamental foi lançada em 19 de agosto pelo ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Karim Badawi, e pela governadora Hanan Magdy, projeta uma capacidade produtiva de 250 mil toneladas anuais de ácido fosfórico em sua primeira fase operacional.


A execução das obras de engenharia e construção civil está a cargo das empresas estatais chinesas CSCEC e ECEC, com cronograma de entrega estimado em 30 meses. A unidade fabril será dedicada ao beneficiamento da rocha fosfática egípcia para a produção de ácido fosfórico comercial de alta concentração, integrando o plano estratégico governamental de verticalização mineral para agregar valor às reservas domésticas antes da exportação.


A mineradora estatal Misr Phosphate detém 25% de participação acionária no novo polo de Abu Tartour. Paralelamente ao projeto no Novo Vale, a companhia mantém uma parceria com o grupo Indorama para o desenvolvimento de outro complexo de fertilizantes fosfatados em Ain Sokhna, com capacidade nominal projetada em 600 mil toneladas por ano.

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