Egito atrai US$ 740 milhões para novos complexos de fertilizantes e químicos no Canal de Suez
Projetos da Indorama e Polyserve focarão na produção de fosfatados e nitrogenados com o objetivo de impulsionar exportações e reduzir custos de importação
O governo egípcio oficializou nesta semana a assinatura de dois acordos que totalizam US$ 740 milhões em investimentos para a construção de plantas de fertilizantes e produtos químicos na Zona Econômica do Canal de Suez (SCZONE). O principal projeto, liderado pela Indorama, receberá aporte de US$ 525 milhões em sua primeira fase para erguer um complexo integrado na região industrial de Sokhna. A unidade terá capacidade de produção anual de 600 mil toneladas, com foco em fertilizantes fosfatados. O complexo também produzirá outros insumos e matérias-primas essenciais, como rocha fosfática, amônia, ureia, cloreto de potássio e enxofre. Cerca de 80% do volume produzido será destinado ao mercado externo. Para sustentar a operação, a companhia já firmou um contrato de suprimento de minério de fosfato com a PhosPhate Misr Company.
O segundo contrato, avaliado em US$ 215 milhões, foi fechado com a egípcia Polyserve para a implementação de um projeto de produtos químicos, também localizado em Sokhna. A instalação foi desenhada para uma capacidade nominal de 3,5 milhões de toneladas por ano. A estratégia do governo com os novos complexos é nacionalizar a produção industrial pesada para reduzir os custos com importações e alavancar a pauta exportadora, utilizando a infraestrutura logística integrada entre os portos do Mar Mediterrâneo e do Mar Vermelho para atender às demandas do agronegócio e das cadeias de suprimentos globais.
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