Boletim logístico: Interferências de GPS e restrições de rastreamento marcam operações portuárias no Oriente Médio (11/05)
Terminais de petróleo no Iraque suspendem exportações, enquanto Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos exigem novas medidas de segurança para a navegação
A situação marítima no Oriente Médio permanece volátil, exigindo adaptações constantes na cadeia de suprimentos em resposta às diretrizes de segurança de cada autoridade local. Abaixo, o panorama operacional atualizado por país:
Emirados Árabes Unidos: As áreas offshore de Fujairah registraram incidentes de interferência e falsificação de sinal GPS, levando as autoridades a classificar a zona como de alto risco. O porto de Fujairah enfrenta congestionamentos severos devido à manutenção do berço 6, resultando em um tempo de espera estimado de até três semanas para navios de carga geral, graneleiros e ro-ro. Como reflexo do ambiente restritivo, o RAK Ports Group passou a aplicar uma sobretaxa de risco marítimo para todas as embarcações que escalam suas instalações. Os demais portos (Jebel Ali, Hamriyah, Sharjah, Khalifa e Ruwais) operam normalmente.
Iraque: As exportações sofreram um forte impacto logístico com a paralisação total das operações nos terminais petrolíferos de Basrah e SPM Somo. Apesar disso, os portos de Umm Qasr e Khor al Zubair seguem trabalhando normalmente, sem restrições emergenciais na movimentação de cargas.
Kuwait: Todos os portos estão operando normalmente. No entanto, a guarda costeira do país suspendeu temporariamente as permissões de entrada para embarcações estrangeiras provenientes de portos iraquianos.
Catar: A QatarEnergy implementou medidas extremas de segurança, ordenando que todos os navios com destino ao terminal de Ras Laffan, bem como aqueles já ancorados ou nas águas do porto, desliguem seus sistemas de identificação automática (AIS) por tempo indeterminado. A navegação marítima geral segue autorizada pelo Ministério dos Transportes.
Omã: Todos os portos estão operacionais, mas o apagão de sinal de satélite afeta diretamente o terminal de Mina Al Fahal. O local passou a exigir que os navios tenham seus hodômetros Doppler totalmente operacionais para permitir a atracação. Além disso, as embarcações agora são obrigadas a submeter uma declaração formal atestando a ausência de cargas perigosas ou militares para obter permissão de entrada nas águas territoriais.
Bahrein: O fluxo de embarcações foi retomado de forma restrita. As operações da BAPCO permanecem suspensas, e a APM Terminals reduziu sua janela de serviço, operando apenas das 6h às 18h.
Israel: Os terminais de Eilat, Ashkelon, Ashdod, Hedera e Haifa operam a plena capacidade para cargas em geral. Contudo, Haifa e Ashdod implementaram controles rígidos para o armazenamento de veículos, exigindo que os operadores marítimos confirmem a disponibilidade prévia de vagas nos pátios antes de iniciar as operações de descarga de navios ro-ro.
Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Paquistão e Líbano: Relataram normalidade em suas infraestruturas marítimas, garantindo a continuidade do fluxo logístico regular, incluindo a passagem pelo Canal de Suez e as operações no porto de Aqaba.
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