Ataques em Ormuz paralisam frota indiana e retêm milhões de barris de petróleo, GLP e GNL no Golfo
Nova Délhi emite dura repreensão ao Irã exigindo livre trânsito, enquanto dezenas de navios aguardam diretrizes governamentais para navegar
A maior parte dos navios-tanque com destino à Índia interrompeu suas rotas e está se afastando do Estreito de Ormuz, aguardando diretrizes governamentais de segurança após duas embarcações de bandeira indiana — o petroleiro Samnar Herad e o graneleiro Jag Arnav — sofrerem ataques a tiros no último sábado (18) e serem forçadas a retornar ao Golfo Pérsico. Dados de satélite revelam o tamanho do gargalo gerado pelo incidente: estão retidos na região oito petroleiros carregando 13,13 milhões de barris de petróleo bruto, três navios com 115.600 toneladas de GLP e quatro embarcações com 297.000 toneladas de GNL (volumes que representam mais de um dia inteiro da demanda indiana por esses gases), além de navios químicos. O episódio gerou forte tensão diplomática, levando Nova Délhi a emitir uma rara e dura repreensão a Teerã, exigindo que o país facilite o trânsito seguro de suas embarcações. Como rara exceção em meio ao caos logístico, o governo confirmou que apenas o petroleiro Desh Garima conseguiu completar a travessia sob risco no próprio dia 18, com chegada a Mumbai prevista para a próxima quarta-feira (22).
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