Ataques em Ormuz paralisam frota indiana e retêm milhões de barris de petróleo, GLP e GNL no Golfo

Nova Délhi emite dura repreensão ao Irã exigindo livre trânsito, enquanto dezenas de navios aguardam diretrizes governamentais para navegar

Publicado em 20 de abril de 2026 às 11:45
Pedro

A maior parte dos navios-tanque com destino à Índia interrompeu suas rotas e está se afastando do Estreito de Ormuz, aguardando diretrizes governamentais de segurança após duas embarcações de bandeira indiana — o petroleiro Samnar Herad e o graneleiro Jag Arnav — sofrerem ataques a tiros no último sábado (18) e serem forçadas a retornar ao Golfo Pérsico. Dados de satélite revelam o tamanho do gargalo gerado pelo incidente: estão retidos na região oito petroleiros carregando 13,13 milhões de barris de petróleo bruto, três navios com 115.600 toneladas de GLP e quatro embarcações com 297.000 toneladas de GNL (volumes que representam mais de um dia inteiro da demanda indiana por esses gases), além de navios químicos. O episódio gerou forte tensão diplomática, levando Nova Délhi a emitir uma rara e dura repreensão a Teerã, exigindo que o país facilite o trânsito seguro de suas embarcações. Como rara exceção em meio ao caos logístico, o governo confirmou que apenas o petroleiro Desh Garima conseguiu completar a travessia sob risco no próprio dia 18, com chegada a Mumbai prevista para a próxima quarta-feira (22).


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