Turquia adverte Rússia e Ucrânia contra ataques a navios civis no Mar Negro após nova ofensiva com drones

Ministro Yaşar Güler cobra resposta a plano de segurança da navegação e destaca ataque a porta-contêineres na jurisdição marítima da Bulgária; Turquia, Romênia e Bulgária debatem proteção a rotas de grãos e cabos submarinos.

Publicado em 29 de outubro de 2026 às 11:35
Pedro

O ministro da Defesa da Turquia, Yaşar Güler, advertiu formalmente a Ucrânia e a Rússia nesta quarta-feira (28/10) contra a continuidade de investidas militares voltadas a embarcações comerciais no Mar Negro, cobrando garantias de segurança para a navegação civil. O posicionamento foi anunciado em Sófia, na Bulgária, após uma reunião trilateral de segurança que reuniu ministros de Defesa e autoridades militares de Turquia, Romênia e Bulgária. Segundo Güler, o governo de Ancara aguarda a manifestação formal de Moscou e Kiev sobre uma proposta diplomática turca que visa cessar imediatamente as agressões contra navios mercantes e reestabelecer corredores seguros para o escoamento marítimo de grãos na região.


A advertência ocorreu no mesmo dia em que um novo ataque foi registrado na bacia do Mar Negro: um navio porta-contêineres de propriedade grega e bandeira liberiana foi alvejado por três drones nesta quarta-feira, em águas sob jurisdição marítima da Bulgária. O episódio reforçou o alerta das autoridades regionais quanto aos crescentes riscos à navegação internacional próxima à costa de países litorâneos, agravados pelo emprego frequente de mísseis e drones na zona de conflito e pela ameaça contínua de minas navais à deriva. Güler reiterou que a Turquia não aceitará que a marinha mercante civil seja envolvida nas hostilidades militares e enfatizou que o país se reserva o direito de adotar medidas legais cabíveis caso embarcações de bandeira ou propriedade turca venham a ser atingidas.


Durante o encontro ministerial, as delegações de Turquia, Romênia e Bulgária — nações que já atuam em conjunto em forças-tarefa conjuntas de desminagem no Mar Negro — avaliaram o fortalecimento de medidas de vigilância e a defesa da infraestrutura submarina crítica. Os três países signatários reafirmaram a prioridade estratégica de blindar as rotas marítimas comerciais para conter a disparada dos custos de transporte e assegurar a estabilidade nos embarques do comércio agrícola regional.

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