Trump desiste de taxa de 20% no Estreito de Ormuz, mas mantém bloqueio ao Irã em meio a escalada de ataques

Presidente substitui pedágio por acordos com o Golfo; navios dos Emirados Árabes são atingidos, e Guarda Revolucionária ataca base dos EUA na Jordânia

Publicado em 14 de julho de 2026 às 16:51
Pedro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou nesta terça-feira da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz. Em substituição à medida, o mandatário afirmou que buscará firmar acordos comerciais e de investimento com os países do Golfo Pérsico em troca da proteção e segurança na hidrovia.


A reversão nos planos acontece apenas um dia após Trump ter anunciado a criação do pedágio, o qual foi alvo de questionamentos internacionais. "Com base em conversas altamente produtivas com a liderança do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% dos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que os diversos Estados do Golfo farão com os Estados Unidos", publicou o presidente em sua conta na rede Truth Social.


Apesar do anúncio, Trump não detalhou compromissos específicos assumidos pelas nações árabes, limitando-se a declarar que "os investimentos serão MASSIVOS, mas, ao mesmo tempo, extraordinariamente bons para eles e para o futuro deles". A proposta original de tarifação, apresentada na segunda-feira, já havia gerado alertas da agência de navegação da ONU, que se posicionou contra a cobrança de taxas em rotas marítimas, embora estivesse aguardando mais detalhes da Casa Branca.


Manutenção do bloqueio ao Irã

Apesar da suspensão da taxa geral de segurança, a retórica de embargo contra Teerã permanece inalterada. Na mesma publicação de terça-feira, Trump reiterou que o Estreito de Ormuz continuará aberto a todo o tráfego marítimo global, com exceção do Irã.


"Portanto, teremos um bloqueio TOTAL, mas apenas para navios que chegam e partem de portos iranianos, ou que transportem qualquer coisa relacionada à carga iraniana", sentenciou o presidente, reforçando o cerco logístico e econômico aos interesses do país do Oriente Médio.

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