Trump declara que objetivos no Irã estão "perto do fim" e projeta ofensiva final nas próximas semanas

Em pronunciamento histórico, presidente americano exige que aliados europeus assumam o controle de Ormuz e ironiza a crise energética na Europa

Publicado em 2 de abril de 2026 às 11:33
Pedro

O presidente Donald Trump realizou, na noite de quarta-feira (1º de abril), seu primeiro pronunciamento em horário nobre desde o início da guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. No discurso de 19 minutos, Trump afirmou que as forças armadas dos EUA, sob a Operação Epic Fury, alcançaram "vitórias decisivas e esmagadoras", declarando que a marinha iraniana foi "aniquilada" e sua força aérea deixada em ruínas após 32 dias de combate. Segundo o presidente, os objetivos centrais — a destruição do arsenal de mísseis balísticos, o desmantelamento da base industrial de defesa e a garantia de que o regime nunca obtenha armas nucleares — estão na iminência de serem concluídos. Apesar do tom de vitória, Trump alertou que o conflito deve se intensificar nas próximas duas ou três semanas, prometendo atingir o regime com "extrema força" para neutralizar permanentemente sua capacidade de projetar poder fora de suas fronteiras.


O presidente utilizou o palanque para pressionar severamente as nações que dependem do petróleo do Golfo Pérsico, instando-as a "ter coragem" e assumir a liderança na reabertura do Estreito de Hormuz, por onde transitam 20% do fluxo global de energia. Em um tom provocativo e irônico, Trump sugeriu que os países que hoje enfrentam desabastecimento comprem petróleo dos Estados Unidos, afirmando que o país possui reservas abundantes e não depende mais da via marítima bloqueada. Ele minimizou a alta nos preços internos — com a gasolina subindo US$ 1,05 por galão e o diesel saltando US$ 1,59 desde o início da guerra —, atribuindo a inflação energética exclusivamente às retaliações iranianas e à hesitação dos aliados em se juntarem ao esforço de guerra.

Gostou do artigo? Compartilhe

Deixe um comentário

Comentários (0)

Ainda não há comentários.