Syngenta Group registra alta de 13% no EBITDA em 2025 impulsionado por eficiência e inovação
Receita anual atinge US$ 28,4 bilhões com salto de 17% no segmento de sementes no Brasil
O Syngenta Group divulgou nesta terça-feira (31) seus resultados financeiros consolidados de 2025, apresentando um avanço de 13% no EBITDA, que totalizou US$ 4,4 bilhões. A receita anual do grupo somou US$ 28,4 bilhões, uma leve retração de 1% em relação ao ano anterior, reflexo da estratégia de descontinuação de operações de baixa margem, como o trading de grãos. O desempenho operacional foi sustentado pela expansão da margem EBITDA para 15,4%, consolidada através de um portfólio de maior valor agregado, rigoroso controle de custos e ganhos de eficiência em escala global.
A divisão de Proteção de Cultivos reafirmou sua liderança com uma receita de US$ 13,7 bilhões, alta de 4%. O crescimento foi impulsionado pela América do Norte (+10%) e pelo lançamento de aproximadamente 1.800 novos produtos ao redor do mundo. No entanto, o grupo sinalizou que mercados na América Latina, especialmente o Brasil, enfrentaram forte pressão de preços devido à concorrência acirrada de produtos genéricos e volatilidade cambial. No quarto trimestre, o EBITDA do grupo recuou 16%, impactado por provisões de crédito no mercado brasileiro e custos de reestruturação.
O Brasil foi o grande protagonista no segmento de Sementes, registrando um salto de 17% nas vendas, fundamentado no ganho de market share e no sucesso de novas variedades de soja e milho. Globalmente, a receita de sementes cresceu 2%, atingindo US$ 4,8 bilhões. Na China, a receita de US$ 8,3 bilhões apresentou queda de 10%, movimento planejado pela companhia para reduzir a exposição ao trading de grãos (que recuou 68%), enquanto áreas estratégicas como sementes e biológicos mantiveram trajetórias de crescimento de dois dígitos, reforçadas pelo uso crescente de inteligência artificial na operação.
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