Qatar planeja retomar produção de GNL em até dois meses após reabertura do Estreito de Ormuz

QatarEnergy afirma que pode restaurar 50% da capacidade produtiva no primeiro mês e 80% no segundo, após acordo entre EUA e Irã aliviar tensões na região

Publicado em 17 de junho de 2026 às 23:04
Pedro

A Qatar Energy se prepara para retomar rapidamente sua produção de gás natural liquefeito (GNL) após a eventual reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a estatal catariana informou a seus clientes que consegue restaurar cerca de 50% da capacidade produtiva em um mês após a normalização da navegação pelo estreito, chegando a 80% no segundo mês. Os 20% restantes demandarão anos de reparo, em razão dos danos causados pelos ataques de mísseis iranianos ao complexo de Ras Laffan, a maior instalação de produção de GNL do mundo.


As perspectivas de recuperação, porém, estão condicionadas à manutenção do acordo entre Estados Unidos e Irã e à segurança duradoura no estreito. Os danos ao complexo de Ras Laffan devem custar à QatarEnergy cerca de US$ 20 bilhões por ano em receita perdida e levarão até cinco anos para serem totalmente reparados. Em razão disso, a empresa declarou força maior em alguns contratos de longo prazo de GNL por até cinco anos.


A crise no fornecimento de GNL no Oriente Médio pressionou os preços do gás na Ásia e na Europa nos últimos três meses. O anúncio do acordo entre Washington e Teerã, no entanto, provocou queda de 6% nos preços de referência europeus na última segunda-feira, ao menor nível em cinco semanas, aliviando preocupações sobre o abastecimento nos próximos meses.

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