Petróleo Brent dispara após relatos não confirmados de ataque a navio dos EUA no Estreito de Ormuz

Cotações saltaram mais de 5% antes de militares americanos desmentirem rumores; tensão segue alta com impasse sobre liberação de embarcações retidas

Publicado em 4 de maio de 2026 às 12:26
Pedro

Os contratos futuros do petróleo Brent para o mês de julho registraram um salto de mais de US$ 5 por barril no final da tarde de segunda-feira, durante o pregão asiático. A disparada, que levou as cotações a atingirem até US$ 114,30 por barril (uma alta de 5,7% em relação ao fechamento de 1º de maio), foi impulsionada por relatos não confirmados de que um navio da Marinha dos Estados Unidos teria sido atingido por mísseis perto da ilha iraniana de Jask.


A notícia inicial partiu da agência de notícias semioficial do Irã, Fars, que relatou que dois mísseis teriam atingido uma fragata da Marinha americana que navegava pelo Estreito de Ormuz em suposta violação das regras de navegação iranianas.


O recuo nos preços ocorreu logo em seguida, quando a agência de notícias americana Axios citou um alto funcionário dos EUA não identificado negando que qualquer navio tivesse sido atingido. O desmentido foi reforçado publicamente pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM). "Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido", declarou o órgão na plataforma social X. O CENTCOM acrescentou ainda que "as forças dos EUA estão apoiando o Project Freedom e aplicando o bloqueio naval aos portos iranianos".


Os rumores de ataque ocorrem em meio a um cenário de alta volatilidade e impasses na região. No dia 3 de maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os governos americano e iraniano haviam concordado em permitir que alguns navios neutros retidos no Golfo do Oriente Médio deixassem a área. O CENTCOM destacou que a missão Project Freedom apoiará as embarcações mercantes que buscam transitar pelo estreito, embora a ação não pareça envolver escoltas navais americanas.


O Irã, no entanto, não confirmou a existência de qualquer acordo para a liberação da rota. O comando militar de Teerã reiterou hoje que qualquer navegação pela hidrovia precisa ser realizada em estrita coordenação com as suas forças armadas.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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